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Em 12 meses, a Indústria é considerada destaque nos números da atividade econômica do Ceará, com avanço de 3,10% no período. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

No Trimestre: Economia do CE cresce 1%; acima do Nordeste.

No acumulado do ano, atividade econômica do Estado avançou 0,73%. Em 12 meses, índice expandiu 0,67%.

17/04/2018

A atividade econômica cearense medida pelo Índice de Atividade Econômica Regional do Ceará (IBCR-CE) apresentou crescimento de 1,02% no trimestre encerrado em fevereiro ante o trimestre imediatamente anterior (setembro a novembro de 2017), acima da expansão de 0,32% observada para o Nordeste na mesma base de comparação. Apesar do avanço, pela segunda vez seguida o Estado fica no patamar negativo na base de comparação mensal: em fevereiro, houve queda de 0,32% ante janeiro, mês que já havia registrado retração de 0,37% ante dezembro do ano passado.

Os dados, livres de influência sazonal, foram divulgados ontem (16) pelo Banco Central e revelam ainda que, na comparação entre fevereiro e igual período do ano anterior, a atividade econômica do Ceará expandiu 0,54%. Nos dois primeiros meses de 2018, o índice também é positivo: 0,73%. No apanhado dos últimos 12 meses, o IBCR-CE acumula variação de 0,67%.

Na contramão do que foi visto localmente, a região Nordeste apresentou crescimento de 0,17% na atividade econômica em fevereiro deste ano ante janeiro. Já na comparação entre o segundo mês de 2018 e igual período de 2017, a expansão do índice chega a 1,32%. No ano e no intervalo de 12 meses, o IBCR-CE acumula altas de 1,28% e 1,20%, respectivamente, de acordo com os dados do BC.

O resultado trimestral do desenvolvimento da atividade econômica no Ceará ficou próximo da média em âmbito nacional. No País, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que serve como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 1,32% no acumulado do trimestre encerrado em fevereiro de 2018 ante o trimestre anterior, encerrado em novembro do ano passado, também pela série com ajuste sazonal.

Travessia

Na análise do economista Allisson Martins, 2018 se caracteriza como o ano da travessia e que aponta para um horizonte de crescimento econômico promissor. Ele destaca a indústria como setor responsável por impulsionar o índice em 12 meses, "apresentando aceleração de 3,10%, com nove dos onze ramos investigados apresentando elevação na produção. Em contraste, os serviços recuaram 8,7% nesse Estado no período em análise".

"Os efeitos positivos da inflação e dos juros, indicadores macroeconômicos importantes, que refletem de forma benigna no poder de consumo, e que repercutem na atratividade dos negócios, além dos níveis de confiança em alta dos empresários e consumidores, contribuem para criar um ambiente econômico mais dinâmico no estado", avalia o economista, destacando entretanto, que a economia local depende, em grande medida, do aquecimento do mercado de trabalho. "Sobretudo, em razão dos seus efeitos no comércio e no setor de serviços".

Cenário instável

O economista Ricardo Eleutério também avalia que o País atravessa uma recuperação lenta e gradual, mas com interrupções e retomadas, portanto, sem uniformidade. "A gente tá vivendo com uma dinâmica econômica muito incerta e um contexto político muito exacerbado, também cheio de incertezas, então, ora a economia avança, ora ela estagna, então é preciso mais tempo para ter uma análise melhor e se uma dinâmica melhor se consolida ao longo dos próximos meses", destaca o economista.

A exemplo dessa inconstância, Eleutério cita as taxas de desemprego e as mudanças na taxa básica de juros da economia - a Selic. "Nós temos juros menores com a queda da Selic, mas é um corte que demora a chegar até o consumidor na forma de taxas mais baixas para o financiamento de bens. Muito ainda falta se materializar, ainda existem muitos desafios a serem superados", diz Eleutério.

Entretanto, o economista frisa os pontos a favor do Estado, como a melhor situação fiscal, além dos investimentos estrangeiros em seguimento. "Temos uma dinâmica que é melhor que a nacional", diz, reforçando ainda que a previsão para o crescimento do PIB do Ceará em 2018 está acima da expectativa para o País. Enquanto para o Brasil, os economistas (e o Ministério da Fazenda) visualizam um crescimento de 3% do PIB, no Ceará, a projeção é que a atividade expanda 3,5% ao fim do ano.



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