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(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Caixa anuncia redução das taxas de juros e aumento do teto do valor do imóvel usado a ser financiado.

Corte nos juros e novo teto de 70%, para financiar construções usadas, são propostas para movimentar setor.

17/04/2018

O acesso ao crédito imobiliário recebeu, ontem, um impulso que pretende facilitar a assinatura de novos contratos de financiamento no País. A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou algumas medidas, dentre elas, a redução das taxas de juros e aumento do teto do valor do imóvel usado a ser financiado. O corte é o primeiro ocorrido desde novembro de 2016.

As taxas mínimas passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). As taxas máximas caíram de 11% para 10,25%, no caso do SFH, e de 12,25% 11,25%, no SFI. Estão enquadrados no SFH imóveis residenciais de até R$ 800 mil para todo país, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. Os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI. Essas alterações já valem a partir de ontem.

Segundo cálculo feito pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), no caso de um imóvel que custe R$ 250 mil, o corte de juros anunciado representa ao cliente uma economia aproximada de R$ 25,1 mil no prazo de 20 anos de financiamento.

Possibilidades

Conforme o gerente Regional da Caixa no Ceará, Josivan Josino, a baixa nos juros representa "inúmeras possibilidades" para os clientes da financeira.

"Estamos trabalhando não só com a redução da taxa de juros, de 1,25% , mas só isso, pensando em longo prazo, gera uma redução muito significativa no que o cliente vai pagar ao longo dos anos, já que é um contrato de longo prazo. O mercado esperava essa redução da Caixa, em função da redução da Selic (taxa básica de juros", afirmou.

De acordo com Josino, o banco atendeu aos apelos vindos do próprio setor imobiliário, que demonstrava dificuldades em deixar a crise econômica no passado. "Além de tudo, a Caixa promoveu um alinhamento com as tarifas do mercado. Ela sentia a necessidade de fazer o alinhamento. Mas o objetivo maior é oferecer melhores condições aos clientes e oferecer aquecimento ao mercado imobiliário", disse.

Afora o corte nos juros, o banco estatal subiu o limite de 50% para 70% do valor máximo a ser financiado em imóveis usados. A Caixa disse possuir R$ 82,1 bilhões disponíveis para o crédito habitacional, neste ano.

"Com a cota, aumentando, você amplia o universo de clientes que podem ser contemplados, já que você dá condição do cliente dar uma entrada menor ao comprar um imóvel usado. Isso, sem dúvidas, vai mexer com o mercado imobiliário", apontou Josino.

Outra novidade anunciada pela Caixa ontem foi a retomada do financiamento de operações de interveniente quitante, isto é, imóveis com produção financiada por outros bancos. A cota nestes casos é de até 70%.

"O cliente vai fazer isso pois acredita na Caixa, que ela tem expertise. Muitas vezes, o consumidor deixou de fazer o financiamento pois a Caixa não estava podendo utilizar a operação de interveniente quitante e, a partir de agora, passou ater essa possibilidade. Vamos dar mais oportunidades para o nosso cliente", destacou o gerente regional.

Josino lembrou que, em maio, a Caixa promoverá o Feirão da Casa Própria, com todas essas novas modalidades disponíveis para contratação.


(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

O que eles pensam

Medidas animam setor imobiliário

"Dentre as medidas, as mais importantes são o aumento do financiamento para imóveis usados e a diminuição do juro do SBPE, que também é muito interessante. Isso ajuda o mercado, claro. Para nós, que vivemos numa economia capitalista, quando baixam os juros, as pessoas tendem a comprar mais. E quanto ao imóvel usado, as pessoas às vezes vendem o usado para comprar o novo. Quando você facilita a venda do usado, movimenta logicamente também o mercado do novo. São muito interessantes as medidas e a gente aplaude, esperando que o juro caia ainda mais. O setor esperava ainda alguma coisa a mais, como o imóvel novo, pudesse ir para o financiamento de até 85%, mas não aumentaram, continua 80%"

André Montenegro
Presidente do Sinduscon

"É um alento muito grande para o setor. Obviamente, com a redução da taxa de juros, há uma queda significativa no valor da prestação do financiamento para o mutuário final na compra do imóvel e, consequentemente, a necessidade de uma renda menor. Então, quando reduz a taxa de juros, reduz o valor da prestação e consequentemente o valor da renda necessária para comprar o imóvel. Isso aumenta o número de potenciais compradores. Permitirá a realização do sonho da casa própria para várias famílias brasileiras. Foi bastante significativo, pois a Caixa Econômica vinha perdendo competitividade e, com isso, as pessoas vão dar preferência à Caixa, já que as taxas ficaram bastante compatíveis com o mercado"

José Carlos Gama
Vice-Pres. Imobiliária do Sinduscon



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