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Presidenciável Marina Silva (Rede) comentou, ontem, a possibilidade de diálogos com o PSB para composição de uma chapa para a eleição. (Foto: Alice Vergueiro)

Corrida Presidencial: Marina acena para negociar com Joaquim Barbosa.

18/04/2018

São Paulo. A presidenciável Marina Silva (Rede) sinalizou ontem que não pretende abrir mão da cabeça de chapa em uma eventual composição com o PSB, do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, mas não negou o diálogo em uma campanha que prometeu conduzir franciscanamente. "Até chamei minhas amigas para fazer um brechó para ver se renova o guarda-roupa da candidata", disse à imprensa, após encontro com investidores organizado pelo Banco Santander, em São Paulo.

Questionada se aceitaria ser vice de Barbosa, Marina falou que está determinada a continuar defendendo o legado de 2010 e 2014, sem negar o diálogo com "aqueles com quem caminhou junto em 2010 e 2014" -o que, portanto, inclui o PSB.

"Continuamos o processo de diálogo, sem que isso implique necessariamente que se tenha de abrir mão da candidatura", disse ela, ao ressaltar que respeita a dinâmica interna do PSB.

"Em momentos de trevas que estamos vivendo", afirmou, "quanto mais estrelas no céu mais claro pode ficar o caminho". Marina disse que os quase 20% de intenção de voto colhidos no último Datafolha em cenário sem Lula é um registro de um momento. "Ainda há um período grande para avaliação da sociedade", ponderou.

Segundo Marina, Lula cumpre pena em virtude de erros, mas é preciso respeito e uma atitude de não "canibalizar votos". Ela fez questão de acenar ao eleitor lulista, ao se dizer atenta aos mais pobres e frágeis. "Precisa parar com mania de privatizar o voto das pessoas. O foco é como fazer para País voltar a crescer". Favorável à prisão em segunda instância, Marina ressaltou ser preciso que se avance no fim do foro especial.

Segundo ela, a Rede conseguirá governar aliada à força da opinião pública e, com base em seu programa de governo, vai compor o governo e a maioria no Congresso. Ela citou ainda alianças com grupos civis como o Acredito, Agora e Frente Favela.



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