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Açudes de pequeno porte enchem no Sertão Central e águas trazem alegria e diversão nos córregos. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Barragens enchem e deslumbram moradores da zona rural no Sertão Central.

18/04/2018

Da noite para o dia, foi assim que dezenas de barragens, nos leitos de rios e de riachos passaram a transbordar nesta terça-feira (17) em várias localidades do Centro do Estado. Ainda é início de semana, mas ninguém se conteve. As crianças não foram às aulas; as donas de casa deixaram os afazeres domésticos e até os agricultores abandonaram o roçado para contemplarem as águas correndo, agradecendo a Deus pelo milagre, afinal, foram seis anos de estiagem.

Um desses lugares é o distrito de Cipó dos Anjos, distante cerca de 30Km do Centro de Quixadá. A estrada começou a encharcar, mesmo assim, no caminho é possível ver todos os barreiros, como são conhecidos os açudes de menor porte, cheios. Alguns, maiores, não suportaram a força da água, que chegou de repente, acompanhando a chuva de 125 milímetros, segundo registro da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Na localidade de Bonfim, ainda no distrito de Cipó do Anjos, as crianças aproveitaram as corredeiras dos riachos para tomar banho. Algumas não viam tanta água desde nascidas e um pouquinho mais acima, na Lagoa do Meio os moradores precisaram correr com enxadas para abrir uma vala na parede do barreiro da comunidade. Corria o risco de romper. Mesmo assim, a felicidade com a chegada das chuvas era grande. No mais agradeciam às forças divinas pela transformação da seca em um mar d’água.

Outras comunidades em Quixadá, como a Califórnia , São João dos Queiroz e Dom Maurício, também tiveram seus açudes cheios. A paisagem do sertão mudou subitamente. A água passou a lavar praticamente todas as passagens molhadas da região. Em algumas era até arriscado cruzar para o outro lado à pé, de motocicleta e até mesmo com um veículo maior. O jeito era aguardar o nível da água baixar, enquanto isso ficar contemplando a natureza.


A água voltou a correr nos rios e riachos que cortam Quixadá, tornando a travessia mais arriscada. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)


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