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Com quantidade inferior a 2 milhões de doses de vacina, profissionais têm precisado negar vacinação a quem não está nos grupos prioritários. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Vacinação deve ser ampliada hoje em todo o Estado do CE.

Já foram notificados neste ano, no Estado, segundo a Sesa, 24 casos do Influenza, com três mortes.

23/04/2018

O Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI), do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, lançou, neste mês, a 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. No Interior, a campanha começa oficialmente hoje, mas há municípios que anteciparam o processo, como Solonópole e Quixadá. O motivo foi o óbito de uma paciente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) desta última cidade, no último dia 6.

A Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) vem repassando, através de seu núcleo de saúde, as recomendações necessárias para o processo de imunização, segundo informou o diretor institucional do órgão, Expedito Nascimento. "Os municípios têm seus próprios comitês, apoiados pelo Estado, e este ano a H1N1 será trabalhada de forma intensa. Eles já vêm se organizando de forma mais estruturada", diz.

Apesar de um quadro aparente de maior vulnerabilidade este ano, o presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (COSEMS-C), Josete Tavares, explica que a campanha de vacinação atende a um calendário anual estabelecido pelo Ministério da Saúde, ocorrendo geralmente no fim de abril e começo de maio e, portanto, os municípios não teriam como iniciar o processo antes.

Até o momento, segundo detalha, o Estado recebeu 20% das doses prometidas pelo Ministério, que repassa a vacina para a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Esta, por sua vez, repassa as doses às regionais de saúde, que prosseguem com a distribuição aos municípios. A paciente que veio à óbito, uma estudante de 23 anos, havia sido atendida nos dias 2 e 3, no Hospital e Maternidade Maria Suely Pinheiro, com hipótese de nasofaringite aguda. Três dias depois, ela retornou à unidade hospitalar de Solonópole com o quadro clínico mais agravado.

Segundo a Secretaria de Saúde de Solonópole, diante do agravamento, a moradora foi transferida para um hospital de atendimento secundário em Fortaleza. No caminho para a Capital houve a parada em Quixadá, onde, apesar de prestados os socorros necessários, a paciente já apresentava estado terminal.

O óbito na UPA foi confirmado pela Secretaria de Saúde de Quixadá, que informou que o motivo da parada na cidade foi a falta de oxigênio para a paciente, pois o existente nos tubos da ambulância havia acabado. Mesmo atendida por médico plantonista, a estudante não resistiu. Diante da assistência inesperada a um portador do vírus H1N1, foi realizado o bloqueio na área da unidade da UPA. Toda a equipe clínica já havia sido imunizada. A população começou a receber a vacinação na sexta-feira (20), quando as doses chegaram da Capital a Quixadá.

Segundo o último boletim epidemiológico da Sesa, já foram notificados neste ano, no Estado, 24 casos do Influenza, com três mortes, respectivamente, em Solonópole, no Sertão Central, Iracema, na região jaguaribana da Serra do Pereiro, e Paracuru, no litoral oeste.

No Município de Cedro, a estimativa é imunizar 90% do público-alvo reduzir hospitalizações, complicações por causa da doença e morte. No ano passado, segundo da assessoria de imprensa do município, 94,7% dos moradores foram imunizados. Conforme a coordenadora de Imunização Mirella Maciel, o estoque de vacina está garantido. "A população deve comparecer no período da campanha e assim realizarmos a meta de promover mais saúde".

Com quantidade inferior a 2 milhões de doses de vacina contra a influenza liberadas pelo Ministério da Saúde, profissionais nos postos de Fortaleza têm precisado negar vacinação a quem não está inserido nos grupos prioritários, para garantir que todo o público alvo da campanha seja atendido. "Os postos de saúde estão passando por uma dificuldade que é explicar para a população sobre o número reduzido de vacinas", diz a coordenadora do Posto de Saúde Irmã Hercília Aragão, Maria Eli Lima Sousa, no Joaquim Távora.

Prioridade

Ela diz ainda que o grupo que mais busca vacinas - e nem todos podem ser atendidos nesse primeiro momento - é o dos profissionais de saúde. Apesar de a categoria fazer parte da prioridade, funcionários relatam uma confusão entre quem é profissional da saúde e quem trabalha diretamente nas unidades. A determinação é que todos os trabalhadores de saúde (o que inclui desde médicos e especialistas a pessoas que lidam diretamente com esse trabalho, a exemplo de porteiros e zeladores) sejam vacinados. No entanto, devido à quantidade reduzida de doses que veio para a Capital durante o fim de semana, os postos estão priorizaram as pessoas que trabalham em hospitais e podem estar em contato direto com o vírus.

Percentual

20% de doses de vacina contra a influenza, até o momento, o Ceará recebeu, do total prometido pelo Ministério da Saúde, que repassa a vacina para a Sesa.



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