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Tasso Jereissati indicou a candidatura do general do Exército Guilherme Cals Theophilo de Oliveira para a disputa do governo do Ceará. (Foto: Agência Senado)

Eleição 2018: Alckmin precisa arrumar palanque em SP, diz Tasso.

Senador tucano avisou ainda que não será candidato a governador e defendeu “sangue novo” no pleito do Ceará.

26/04/2018

Brasília. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) verbalizou, ontem, uma cobrança que já era feita internamente entre os tucanos: o pré-candidato à Presidência do partido, Geraldo Alckmin, precisa resolver a guerra entre o ex-prefeito João Doria (PSDB) e o governador Márcio França (PSB), que se engalfinham na disputa pelo governo de São Paulo. Tasso, que é o coordenador do programa de governo de Alckmin, disse que o aliado precisa “arrumar São Paulo”.

“A questão eleitoral em São Paulo não está bem resolvida. Ter dois palanques é ter nenhum. Está todo mundo muito preocupado com a divisão do palanque em São Paulo. É preciso arrumar São Paulo”, disse Tasso.

Assediado por Alckmin e por outros caciques tucanos a se candidatar ao governo do Ceará, para ajudar o palanque do tucano presidenciável, Tasso Jereissati também já avisou que não será candidato de jeito nenhum e afirmou que está lançando, no seu lugar, a candidatura do general quatro estrelas do Exército Guilherme Cals Theophilo.

“Não está confirmado, mas tem tudo para ser. Está na hora de sangue novo. O general é um amante do Ceará, tem um ótimo currículo e está sendo muito bem recebido pelo povo do Ceará, que está enfrentando sua pior crise de segurança”, disse Tasso.

Ibope

Uma reunião de Alckmin foi feita, ontem à tarde, com as bancadas estaduais e federais do PSDB na Câmara dos Deputados. Uma pesquisa do Ibope divulgada na terça mostra o ex-governador empatado com o deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 14%, atrás do ex-presidente Lula, preso em Curitiba e inelegível, com 20% das intenções de votos.

Essa situação assusta os tucanos, porque é justamente em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, que se espera que o candidato do PSDB tenha uma votação de pelo menos 40%, para compensar dificuldades em outras regiões do País, como Norte e Nordeste.

A pesquisa mostra ainda que João Doria tem 24% das intenções de voto; Paulo Skaf (PMDB) tem 19% . Márcio França está bem atrás com 3%, atrás do petista Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP), com 4% .

Alckmin disse que “acredita no julgamento popular” e que “tem certeza” de que irá crescer nas pesquisas. “Pesquisa é retrato do momento. Na realidade, a campanha não começou. A pesquisa é correta do ponto de vista estatístico, mas não tem valor político. Evidente que a pesquisa vai se alterar, para isso existe a campanha”.

Alckmin anunciou também que o ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida, seu coordenador de campanha para a área econômica, está desenvolvendo uma proposta para “dobrar a renda dos brasileiros”, que deve nortear seu programa de governo.

“Vamos apresentar um plano em dez dias para dobrar a renda dos brasileiros. Quem ganha R$ 2 mil vai ganhar R$ 4 mil. Quem ganha R$ 4 mil vai ganhar R$ 8 mil. O objetivo é melhorar a vida das pessoas, dobrar a renda do brasileiro. Para isso, teremos que fazer abertura comercial, metas ano a ano, zerar o déficit fiscal primário para ter política fiscal adequada”, defendeu.



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