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A reclamação dos profissionais de saúde é que, ao se dirigirem aos postos, são informados de que devem ser vacinados nos locais de trabalho. (Foto: Helene Santos)

H1N1: Apenas 16% dos agentes de saúde se vacinaram.

Conforme o Ministério da Saúde, 159.438 trabalhadores da saúde precisam ser vacinados no Estado do Ceará.

26/04/2018

A preocupação com a gripe H1N1 vem atingindo os profissionais de saúde. Médicos, enfermeiros e técnicos são considerados pelo Ministério da Saúde como grupo prioritário mas, em algumas unidades hospitalares de Fortaleza, eles estão com dificuldades para serem vacinados. Conforme o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, 159.438 trabalhadores da saúde precisam ser vacinados no Estado Desse total, 25.963 mil já foram imunizados, o equivalente a 16,28%.

No Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Hospital Geral Dr. César Cals e Hospital Albert Sabin, a reclamação de servidores e funcionários é que eles tentam se vacinar em postos de saúde, mas são ordenados a se imunizarem nos locais de trabalho. Nos hospitais, segundo eles, a informação é que falta ou não é o momento para vacinar quem é profissional da saúde.

O Ministério da Saúde considera o grupo prioritário da 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade - o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e funcionários do sistema prisional.

No HUWC, o relato dos profissionais de saúde sobre a falta de vacinação é o mesmo. "A ordem nos postos é mandar os profissionais tomar a vacina nos locais de trabalho", declarou um médico que não quis se identificar.

Na unidade hospitalar, os médicos contam que, diariamente, crianças e adultos entram na unidade com sintomas da gripe H1N1. "Residentes e enfermeiros são os que mais estão risco, principalmente no setor de pediatria". No HUWC, apenas alguns profissionais que atuam no setor de transplantes e UTI foram vacinados devido os riscos de infecção. A mesma situação é denunciada por profissionais do Hospital Geral Dr. César Cals e Hospital Albert Sabin.

No Estado, 1,7 milhão de cearenses precisa da vacina. Até a tarde de ontem, 141.279 mil foram atendidos, o equivalente a 7,88% do total. Ana Vilma Leite, coordenadora de Imunização da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa-CE), explica que não é qualquer profissional de saúde que deve tomar a vacina no início da campanha. "Tomam aqueles trabalhadores de saúde que estão na linha de frente para combate à doença que é justamente em hospitais, emergências, unidades de tratamento intensivo (UTIs), entre outras unidades de saúde.

Já iniciou

O Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC) informou que já iniciou o processo de vacinação dos profissionais que atuam na unidade hospitalar e ambulatorial. Já o HUWC informou que foram vacinados 594 profissionais na unidade universitária e 511 que atuam na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand.

Vacinômetro

Dados do Ceará

População: 1.792.547

Doses Aplicadas: 141.279

Cobertura Vacinal: 7,88%

Profissionais da Saúde

População: 159.438

Doses Aplicadas: 25.963

Cobertura Vacinal : 16,28%

Fonte: SIPNI/DATASUS/MS



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