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Chefe do Executivo Federal admite desistir do plano de tentar a reeleição e aponta nomes de possíveis aliados para o MDB ter chance na corrida presidencial. (Foto: AFP)

Eleição 2018: Temer: é preciso dialogar com as forças de centro.

Presidente da República conversou, ontem, com o ex-ministro Meirelles sobre uma aliança para uma candidatura viável.

07/05/2018

Brasília. O presidente Michel Temer fez mais um movimento para evitar seu isolamento no xadrez eleitoral deste ano e disse ao ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) que é preciso abrir diálogo com as forças de centro. Em reunião no Palácio do Jaburu ontem (6), o presidente afirmou que é preciso mirar uma aliança mais ampla ao Palácio do Planalto.

Meirelles se filiou ao partido de Temer no início de abril para tentar viabilizar sua candidatura, mesmo diante do desejo do presidente de concorrer à reeleição. Apesar do recado deste domingo, interpretado por aliados como uma forma de Temer mostrar que não tem mais disposição de disputar e que a ordem agora é articular com nomes mais viáveis, Meirelles insiste em se manter no jogo -ele e o presidente não passam de 2% nas pesquisas. O ex-ministro da Fazenda ampliou a equipe e fechou com o marqueteiro Chico Mendez para a sua pré-campanha.

O publicitário trabalhou, em 2014, na campanha que elegeu Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas e, em 2012, participou da campanha presidencial de Henrique Capriles, opositor a Nicolas Maduro, na Venezuela.

Desde o fim da semana, Temer admite que pode não concorrer à reeleição, mas tenta se colocar como um agente influente na disputa, apesar de sua baixíssima popularidade.

Ele conversou por telefone com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e marcaram encontro para os próximos dias em que irão discutir, pela primeira vez de forma mais assertiva, uma possível aliança para o Planalto.

Aproximação

Temer está disposto a abrir mão de sua candidatura e trabalhar com o tucano para unir o fragmentado campo da centro-direita, na tentativa de evitar uma derrota acachapante da coalizão que o levou à Presidência da República em 2016.

Um dos desenhos desse xadrez colocaria Meirelles como vice na chapa de Alckmin, possibilidade ainda rechaçada pelo ex-ministro da Fazenda.

Alckmin hesitava em fechar acordo com Temer -um presidente com baixa popularidade e investigado por corrupção-, mas como não decola nas pesquisas, o tucano avalia que, com isso, poderia conseguir o apoio de partidos aliados ao governo, além de tempo de propaganda na TV vindo do MDB.

O movimento não agrada a todo o grupo que hoje se autodenomina centro. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por exemplo, costura com alguns partidos, como PP e PR, uma alternativa à aliança Temer-Alckmin que, na avaliação do deputado, não pode nem mesmo se declarar "de centro", visto que não têm a possibilidade de diálogo com demais campos políticos.

Além de Alckmin, Meirelles e Maia, Temer citou, ontem, durante uma entrevista, Flávio Rocha (PRB), Afif Domingos (PSD) e Paulo Rabello de Castro (PSC) como possíveis nomes de aliados que poderia apoiar.



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