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Questionado durante entrevista, emedebista disse, ontem, que não tem medo de ser preso, como ocorreu com Lula; "seria uma indignidade", respondeu. (Foto: AFP)

Decreto dos Portos: STF rejeita pedido de Temer sobre inquérito.

Ministro Barroso negou o arquivamento da investigação e concedeu mais 60 dias para a PF apurar as suspeitas.

08/05/2018

Brasília. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, ontem, a prorrogação do inquérito que investiga suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A na edição do chamado "Decreto dos Portos" (Decreto 9.048/2017), assinado em maio do ano passado pelo presidente Michel Temer (MDB-SP), que teve o sigilo bancário quebrado no âmbito das investigações. Trata-se da 2ª vez em que Barroso autoriza a prorrogação das investigações. Em fevereiro, ele também concedeu mais 60 dias de prazo. Na decisão, Barroso negou pedido da defesa de Temer para que o inquérito fosse arquivado.

O presidente disse não ter medo de ser preso, a exemplo do que ocorreu com Lula. "Não temo (ser preso) não. Seria uma indignidade. Lamento estarmos falando sobre isso", respondeu em entrevista a uma rádio.

Em sua decisão, Barroso escreveu "ser necessário aguardar-se a conclusão das diligências em curso para que se possa formar opinião sobre a existência material dos delitos investigados". Ele concordou com argumentos do Ministério Público Federal.

Além de Temer, são investigados no mesmo inquérito o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os donos da Rodrimar, empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita. A prorrogação foi pedida pela PF. Na semana passada, a Procuradoria-geral da República enviou parecer concordando com a concessão de mais prazo aos delegados.

No inquérito em andamento, que ainda não teve a denúncia formalmente apresentada, é investigado se houve pagamento de propina para favorecer a Rodrimar, concessionária do Porto de Santos (SP), por meio do decreto assinado por Temer, que nega as suspeitas.

Outras suspeitas

Além do decreto portuário, Temer é alvo de outros casos em curso. Delatores da JBS disseram que entregaram R$ 1 milhão em propina ao coronel João Baptista Lima, amigo de Temer, para fazer a reforma no imóvel de Maristela, filha do presidente. O emedebista admitiu que a mulher do coronel pagou parte da obra, mas negou crime.

Outra investigação que cita Temer teve novidade ontem. O PM Abel de Queiroz afirmou ter feito duas entregas de valores no escritório de José Yunes, ex-assessor e amigo do presidente. Queiroz trabalhava na empresa investigada na Operação "Câmbio, Desligo", que revelou esquema criminoso comandado pelo doleiro Dario Messer, que está foragido. A defesa de Temer negou envolvimento com os fatos.



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