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Presidenciáveis tiveram 25 minutos para apresentar suas propostas para o Brasil durante a reunião da Frente Nacional de Prefeitos, em Niterói (RJ). (Foto: FNP)

Encontro: Prefeitos ouvem propostas de presidenciáveis.

Frente Nacional de Prefeitos promoveu encontro entre os postulantes ao Palácio do Planalto em Niterói.

09/05/2018

Niterói. Pré-candidatos de 11 partidos políticos participaram da 73ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), em Niterói (RJ), ontem. Em edição histórica, a entidade promoveu, pela primeira vez, o "Diálogo com Presidenciáveis", marcando o calendário eleitoral de 2018. "Esse é o momento mais importante do ponto de vista do debate da superação da crise no Brasil", afirmou o prefeito anfitrião, Rodrigo Neves, vice-presidente de Dados Abertos e Transparência da FNP.

O prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette, presidente da entidade, avaliou o encontro. "Foi um momento importante para nós, prefeitos, pois ouvimos, de quem pretende governar o País, as propostas para algumas das angústias da população". O contexto do encontro em Niterói foi a apresentação das principais demandas municipais, relatadas na Carta de Recife, documento finalizado, durante a Plenária de Prefeitos, cuja íntegra está disponível no site www.Fnp.Org.Br.

Em ordem previamente sorteada e ajustada entre os próprios presidenciáveis, Rodrigo Maia (DEM), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Afif, Manuela D'Ávila (PCdoB), Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT), Aldo Rebelo (SD), Guilherme Boulos (PSOL), Paulo Rabelo (PSC) e Henrique Meirelles (MDB) tiveram 25 minutos para falar sobre o conteúdo do documento.

"A partir do compromisso assumido aqui por esses presidenciáveis, os municípios terão protagonismo ainda maior na superação da grave crise do Brasil", concluiu Rodrigo Neves.

Crise

Ausente do encontro, o ex-presidente Lula enviou uma carta à organização para suprir a ausência de um "representante" da candidatura do PT no evento. No texto, o petista diz lembrar de sua atuação em favor da entidade durante sua gestão e criticou a intervenção no Rio e o fim da CPMF, que, na sua opinião, teria tirado recursos da saúde.

Único dos presidenciáveis a se colocar como participante do atual governo, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, pré-candidato à Presidência pelo MDB, defendeu a reforma que impôs o teto de gastos públicos. Segundo ele, antes de rediscutir o pacto federativo, é preciso aumentar a arrecadação e, para isso, o País precisa crescer.

Já o pré-candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse que o Brasil precisa ser "desinterditado" para voltar a crescer e se desenvolver. Ele afirmou que o País "não cabe" no debate que opõe "coxinhas" e "mortadelas".

Por sua vez, a pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse que a crise econômica que o País enfrenta e o alto índice de desemprego são consequências de "decisões equivocadas" do governo federal. "O Brasil não está com 13 milhões de desempregados por um terremoto, maremoto, uma guerra, mas em função de decisões políticas equivocadas. Precisamos compreender que para atender a essa agenda (apresentada pelos prefeitos no encontro) o Brasil precisa voltar a crescer", afirmou a candidata.



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