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O custo de um acidente com vítima praticamente quadruplica: R$90,1 mil. (Foto: José Leomar)

Rodovias Estaduais: CE economiza R$ 353 milhões com redução de acidentes.

A quantidade de acidentes fatais nas rodovias cearenses caiu 29%, comparando com os últimos três anos.

09/05/2018

Quanto vale uma vida? Certamente, não se pode calcular o que representa uma perda e os danos psíquicos aos quais as vítimas de trânsito e/ou familiares são submetidos após sinistros em ruas e rodovias, que geram despesas que impactam diretamente as famílias e a sociedade em geral. Por isso, quanto menos danos, melhor. No Ceará, entre 2014 e 2017, R$ 353,2 milhões foram economizados dos cofres públicos com o pagamento de custos de acidentes de trânsito, conforme levantamento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE).

Isso porque, em igual período, a quantidade de acidentes fatais nas rodovias estaduais cearenses (CEs) caiu 29%, passando de 489 mortos, em 2014, para 347, em 2017 - foram 142 óbitos a menos. O número de pessoas feridas também apresentou redução, de 2.121 para 1.707 (menos 414). Nessa categoria, a queda percentual foi de 19,5%. Os dados foram compilados pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE).


(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Com menos 389 mortes no trânsito no período, aponta o Detran-CE, foi possível uma economia de R$251,6 milhões. Já os 1.127 feridos a menos representaram poupança de R$101,6 milhões. Para mensurar os custos, o órgão estadual utilizou estimativas de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizada em 2015.

Segundo a instituição, um acidente de trânsito sem vítimas custa, em média, R$23 mil. Quando alguém sai ferido, o custo praticamente quadruplica, custando R$90,1 mil. O valor aplicado no caso de fatalidade, porém, é ainda mais alto: R$646,7 mil. O índice leva em consideração os gastos com atendimento médico, recuperação de rodovias, socorro e pensões, no caso de morte.

Na realidade cearense, as estatísticas do Detran-CE mostram que as principais vítimas fatais e não fatais têm entre 18 e 60 anos, envolvidas principalmente em colisões, abalroamentos e atropelamentos. Em 2016, 35% dos mortos foram motociclistas e, 14%, pedestres. Naquele ano, as CEs também ficaram em segundo no ranking de onde mais ocorrem acidentes no Estado, atrás apenas das vias municipalizadas de Fortaleza.

Melhorias

O levantamento do Ipea descreve "a necessidade de implementação de políticas públicas que visem reduzir tanto a quantidade total de acidentes de trânsito quanto sua gravidade, como políticas de fiscalização e controle da velocidade, habilitação dos condutores e verificação das condições dos veículos, além da efetivação daquelas voltadas para a educação e para a melhoria da infraestrutura viária".

O Detran-CE informou que, para melhorar a segurança viária, também de 2014 a 2017, mais de 8.000 km de vias foram sinalizadas, a fim de garantir o tráfego seguro de uma frota de 3.062.788 veículos - 108 mil chegaram às ruas só no ano passado. O órgão também informa que licenciou, no ano passado, mais 89.154 condutores. Agora, são mais de dois milhões de pessoas habilitadas no Estado.

Conforme o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), no Brasil, os recursos despendidos com acidentes de trânsito chegam a R$ 45 bilhões/ano, computando somente os que ocorrem em rodovias. A entidade estima que esse mesmo valor poderia construir 28 mil escolas a um custo de R$ 2 milhões cada unidade, ou 1.800 novos hospitais custando R$ 30 milhões cada.

Campanha

O País tem como meta reduzir os acidentes de trânsito com mortes pela metade até 2020. O compromisso, assinado com a Organização das Nações Unidas (ONU), integra a Década Mundial de Segurança Viária. Nesse esforço, a 5ª edição do Movimento Maio Amarelo já começou. Neste ano, com o tema "Nós somos o trânsito", a ação tem como objetivo fomentar a necessidade de se reduzir o número de mortes e feridos graves no trânsito.

As entidades recomendam dicas já conhecidas: respeitar os limites de velocidade e a sinalização; usar os dispositivos de segurança como cinto, capacete, cadeirinhas e assentos infantis; se beber, não dirigir; não usar celular ao dirigir e atravessar na faixa de pedestres ou passagens apropriadas, como passarelas.



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