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(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Iincidência: Número de óbitos por H1N1 sobe para 27 no Ceará.

Neste sábado (12), acontece o Dia D de Mobilização Nacional para a vacinação contra o vírus influenza.

12/05/2018

Chega a 27 o número de mortes decorrentes do vírus influenza A (H1N1) no Ceará, de acordo com a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). O novo boletim epidemiológico da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), divulgado ontem, revela a ocorrência de seis óbitos a mais que o levantamento da semana anterior. Ao todo, foram confirmados 183 casos de SRAG por Influenza no Estado, sendo 148 de H1N1, com dados até a última quinta-feira (10).

Das mortes, 13 ocorreram em Fortaleza e as demais estão distribuídas em outros 13 municípios. De acordo com a Sesa, nenhuma das mortes tinha histórico de vacina e 56,7% delas apresentaram fatores de risco. O número de casos confirmados e de mortes por influenza já é o maior desde o início da série histórica, no ano de 2009.

A coordenadora de promoção e proteção à saúde da Sesa, Daniele Queiroz, explica que o vírus vem circulando com mais força este ano, sendo esta uma das razões para o número elevado de casos. "O aumento no número de casos graves e mortes pode ser causado por diversos agentes, como o maior adoecimento da população por síndromes gripais, o que demanda uma maior atenção dos profissionais de saúde na detecção laboratorial dos casos de influenza", afirma.

A evolução dos pacientes com o vírus a óbito, segundo explica, ocorre na ausência de um manejo clínico adequado. A coordenadora da Sesa esclarece, ainda, que no início de sintomas de uma síndrome gripal, como febre, tosse, dor na garganta, coriza e dores no corpo - apesar de comuns em outras doenças - é preciso que o paciente identifique se tem fatores de risco que possam agravar a doença.

Além disso, a prescrição de medicamento antiviral nas primeiras 48 horas dos sintomas, acrescenta Daniele Queiroz, garantem uma redução do número de óbitos. "Um segundo momento no manejo clínico é tomar o Tamiflu na unidade de saúde. É preciso enfatizar a importância da proteção individual como manter a higiene das mãos, evitar locais com aglomerados de pessoas e quem for do grupo prioritário deve buscar a vacinação. Mas aqueles do grupo de risco que estiverem imunizados há menos de 15 dias, havendo sintomas da doença, também devem buscar o médico, pois esse é o tempo que a vacina leva para agir. Além disso, pessoas sintomáticas devem ficar em repouso, isoladas, para não transmitir o vírus a outras pessoas", diz.

Vacinação

Neste sábado (12), acontece o Dia D de Mobilização Nacional para a vacinação contra o vírus. Na Capital, os 110 postos de saúde e o Centro de Saúde do Meireles estarão abertos, das 8h às 16h30, para a vacinação do grupo prioritário: crianças de seis meses a menores de cinco anos, idosos, gestantes, mulheres com até 45 dias pós-parto, doentes crônicos, trabalhadores da saúde, população indígena e professores de escolas públicas e particulares. Neste domingo (13), as unidades de saúde não abrirão, de acordo com a Secretária Municipal de Saúde (SMS).

Até a última quarta-feira (9), 283.844 pessoas haviam sido vacinadas em Fortaleza, o que representa 45% da meta municipal. A maior cobertura entre o público alvo está entre os professores (72,4%), seguido de trabalhadores de saúde (60,23%), Puérperas (46,67%), idosos (44,12%), além de crianças (37,38%) e gestantes (36,46%).



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