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(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Ceará já está dentro da média histórica das chuvas neste ano.

Para este sábado, a Funceme estima nebulosidade variável com possibilidade de chuva em todo o Estado.

12/05/2018

Do início de fevereiro até essa sexta-feira (11), o Ceará já está dentro da média histórica para a quadra chuvosa, ainda que faltem 20 dias para maio de 2018 encerrar, conforme dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Durante esse período, já se registra uma parcial de 554,2 milímetros de chuvas em todo o território cearense. A média histórica do período é 600,7 mm, mas o órgão admite um intervalo entre o limite inferior de 505,6 mm e, superior, de 695,8 mm.

A situação resulta de boas precipitações em fevereiro e abril, que registraram desvios positivos de 58,1% e 13% em suas médias históricas, respectivamente, embora março tenha desapontado pela ocorrência de um veranicos prolongado, período de calor sem chuvas. Ainda assim, o supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Funceme, Raul Fritz, estima que a média da quadra pode, inclusive, ser superada até o fim do mês.

No geral, o cenário é semelhante ao do ano passado, quando o Estado contabilizou a média de 551,6 mm durante a quadra chuvosa, com 8,1% de desvio negativo. Analisando os dados parciais, durante os meses de fevereiro a maio, o Ceará, em 2018, apresentou um quadro pluviométrico melhor do que os dos anos de 2016 (327,4 mm), 2015 (418,8 mm), 2014 (460,2 mm), 2013 (364,3) e 2012 (302,5 mm). Segundo a Funceme, um longo período seco ocorreu nesse quinquênio.

Na janela dos últimos 10 anos, o período de fevereiro a maio menos favorecido ocorreu em 2010, com 302,3 mm e desvio negativo de 49,7%. Na contramão das baixas precipitações, os anos de 2008 e 2009 apresentaram quadras chuvosas acima da média, com 771,9mm e 977,1mm, respectivamente, e o ano de 2011, em torno da média, com 659 mm. A última vez em que se registrou uma quadra chuvosa semelhante à de 2017 e 2018 foi em 2007, com registro acumulado de 570,2 mm.

Atualmente, o órgão de meteorologia informa que há nuvens próximas ao setor norte do Nordeste associadas à Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), responsável pela maior chuva de 2018 em Fortaleza, onde choveu 134 mm na última quinta-feira. De acordo Raul Fritz, "a tendência dos próximos sete a 14 dias é de continuidade de chuvas, mas com predomínio entre o Centro e o Norte do Estado", indica. A meteorologista Graziella Gonçalves, da Somar Meteorologia, complementa afirmando que, até o fim da primeira quinzena, as nuvens carregadas da ZCIT tendem a espalhar as chuvas até o Centro e o Sul do Ceará. Porém, na segunda metade do mês, a Zona poderá se afastar e tornar as precipitações mais acumuladas na região do Litoral, especialmente em Fortaleza. No Interior, elas devem ser mal distribuídas.

Açudes

Atualmente, os 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) contabilizam 17,1% do volume total. Em todo o Estado, 18 reservatórios estão sangrando e 28 têm mais de 90% da capacidade. Contudo, 83 têm menos de 30%. O açude Castanhão, pertencente à bacia do Médio Jaguaribe, está com 8,7% da capacidade total.

O meteorologista da Funceme, Raul Fritz, também explica que apontar tendências para o próximo mês é arriscado, uma vez que junho é contemplado pelo fenômeno das Ondas de Leste, sistema meteorológico de difícil previsibilidade. "As chuvas só conseguem ser previstas dias antes", ressalta.

Com o fim da quadra chuvosa mais próxima, o prognóstico de precipitações para o segundo semestre é negativo, segundo a Previsão Climática Sazonal elaborada pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec). O órgão aponta que, no leste e no norte da Região Nordeste, a previsão por consenso indica maior probabilidade de chuvas abaixo da faixa normal climatológica nos trimestre maio, junho e julho.



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