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Congresso será realizado no Campus Multi-institucional Humberto Teixeira, em Iguatu. (Foto: Honório Barbosa)

Juazeiro do Norte: Transporte alternativo gera reclamações entre usuários.

As queixas dos passageiros em relação às topiques são diversas, incluindo segurança e cobranças.

14/05/2018

Juazeiro do Norte. No último dia 23 de março, um acidente envolvendo uma topique deixou 13 passageiros levemente feridos, na Avenida Virgílio Távora, que liga o Centro ao bairro Aeroporto, neste Município, no Cariri cearense. O veículo capotou após perder o controle, tentando fazer uma ultrapassagem em local proibido. Apesar de todos escaparem bem do susto, este episódio alertou a população para as imprudências que os motoristas de transporte alternativo cometem, principalmente, no trajeto intermunicipal.

Na Avenida Padre Cícero, os usuários de transporte público têm reclamado que os motoristas estacionam as topiques em pontos de parada, enquanto o embarque e desembarque dos ônibus são feitos no meio na via. Segundo um mototaxista, que não quis se identificar, este episódio é comum em frente ao Cariri Garden Shopping, local que recebe a maioria dos passageiros. "É arriscado sofrer um acidente, porque ficam pressionados entre o ônibus e a topiques", disse.

Em pouco mais de 20 minutos, a equipe do Diário do Nordeste flagrou uma topique parada em cima da faixa de pedestres, enquanto outra van ficou 14 minutos estacionada no local, que é proibido, pois só deve haver embarque e desembarque nos pontos de parada. Diariamente, os motoristas param o veículo e esperarem os passageiros lotarem o carro para partir. Alguns sequer apresentam adesivos laterais com o nome da cooperativa que o representam. "De vez em quando, os agentes de trânsito vêm aqui, notificam e multam", conta outro mototaxista.

O estudante Igor Feitosa conta que, às vezes, flagra os motoristas dirigindo e usando o celular. "Isso tudo andando rápido", denuncia. No ano passado, todos os transportes alternativos tinham colados um papel com as penalidades para cada infração e um número para reclamações, mas, segundo os usuários, foram arrancados. Outro problema é a condição dos veículos. "Muitos faltando até cadeiras. Eles não têm respeito. Não estão nem aí, é como se estivessem carregando porcos", brinca o operador de injetora João Vieira.

Já a aposentada Antônia Maria de Oliveira, que mora no João Cabral, conta que as topiques estão cobrando pela sua passagem. "Só não pago nos ônibus", garante. A gratuidade do transporte intermunicipal para idosos, aposentados ou pensionistas é um direito garantido pela Lei Nº 8.823/2008. As empresas que operam no setor recebem pelo custo da poltrona disponível um percentual de 5%, embutido na tarifa paga pelos demais usuários e determina também que o assento reservado para a gratuidade seja sinalizado e conservado.

Em nota, o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) informou que irá intensificar a fiscalização nos pontos de ônibus e os motoristas que forem flagrados descumprindo as normas de segurança serão notificados. Caso sejam flagradas irregularidades, o 190 está disponível para denúncias. O número se tornou uma central de emergência integrada. O usuário pode pedir para transferir para o Demutran ou registrar a ocorrência.

Já o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que regulariza o sistema de transporte complementar intermunicipal, afirmou que está apurando as denúncias pelo Núcleo de Fiscalização em Juazeiro e que, em parceria com os órgãos municipais, mantêm agenda constante de fiscalização às vans que fazem esse tipo de transporte.

O Detran esclarece que os pontos são apenas para embarque e desembarque, tanto para ônibus quanto para vans, não sendo permitida a permanência em outras situações. O órgão explica que as cooperativas que realizam o serviço de transporte complementar intermunicipal são contratadas pelo Estado, por processo licitatório e com um prazo contratual de seis anos, renovável por mais seis, conforme previsto na legislação em vigor. Caso os passageiros tenham alguma reclamação, ela deve ser enviada para a Ouvidoria Geral, pelo número 155, para que as denúncias sejam apuradas e os responsáveis devidamente notificados.

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"Quando venho do trabalho, demora muito a espera. Passo mais ou menos uma hora na parada. Além disso, o preço parece pequeno, mas para quem usa todo dia, pesa. Eu acho muito alto"

João Vieira
Operador de Injetora

"Não tem muitas opções de carro. Demora muito. Apesar de o transporte ter melhorado muito. Os motoristas têm muita paciência com os idosos. Mas faz tempo que estou esperando ônibus. Cansa"

Antônia Maria de Oliveira
Aposentada



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