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Ex-parlamentar mineiro informou, em nota, ter recebido a pena "com espanto e indignação", classificando a condenação como "absurda". (Foto: Agência Brasil)

Mensalão Tucano: Clésio Andrade é condenado.

Ex-senador, que preside Confederação Nacional do Transporte (CNT), foi sentenciado por juíza da 9ª vara criminal de BH.

15/05/2018

Belo Horizonte. O ex-senador do Estado de Minas Gerais Clésio Andrade foi condenado no mensalão tucano pelo crime de lavagem de dinheiro a cinco anos, sete meses e 15 dias de reclusão e 80 dias-multa.

A sentença foi proferida na última sexta-feira (11) pela juíza Lucimeire Rocha, da 9ª vara criminal de Belo Horizonte.

Na época, em 1998, Andrade era candidato a vice-governador da chapa encabeçada por Eduardo Azeredo (PSDB), já condenado em segunda instância no mensalão tucano.

Na sentença, a magistrada fixou o regime inicial como semiaberto. Ela ainda absolveu Clésio Andrade dos crimes de peculato.

Atualmente, o ex-senador é presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e do Sest/Senat. Em nota, ele diz que recebeu "com espanto e indignação a sentença".

Disse ainda que é uma condenação "injusta, absurda e contraditória". Andrade disse que vai recorrer e provar sua inocência. Clésio Andrade foi acusado de participar de desvio de verbas para beneficiar a candidatura à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas em 1998. No interrogatório em agosto do ano passado, afirmou que fez campanha paralela e investiu R$ 3 milhões não declarados.

Andrade foi acusado de peculato e lavagem de dinheiro por ter, supostamente, tentado ocultar recursos recebidos do empresário Marcos Valério, sócio da agência de publicidade SMP&B. Segundo a denúncia, foram desviados R$ 3,5 milhões, a título de patrocínio para os cofres da campanha.

Improbidade

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o esquema teria desviado recursos para a campanha eleitoral de Eduardo Azeredo (PSDB), que concorria à reeleição ao governo do estado, em 1998. Para a acusação, houve ato de improbidade administrativa por parte de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Holerbach, quando R$ 3 milhões foram transferidos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) para a agência de publicidade SMP&B, da qual os três eram sócios à época. A verba foi declarada como patrocínio para a realização do Enduro da Independência, evento que não chegou a ser nem licitado e não houve formalização de contrato.

Para a promotoria, esse dinheiro foi usado na campanha de reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, através das agências de publicidade SMP&B e DNA, ambas dos três réus. Azeredo foi derrotado no pleito por Itamar Franco (PMDB).



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