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Deputado federal Nelson Meurer, do PP-PR, e seus dois filhos foram acusados pela PGR. (Foto: Agência Brasil)

Lava-Jato no STF: Julgamento de 1ª ação é adiado.

Análise da denúncia de pagamento de propina pelo Supremo será retomada na próxima terça-feira pela Corte.

16/05/2018

Brasília. A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou, ontem, a conclusão do julgamento do deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) e de dois filhos dele pelos crimes de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. É a primeira ação penal da Lava-Jato julgada pela Corte após a chegada dos primeiros inquéritos, em 2015.

Na sessão de ontem, o relator da ação penal, Edson Fachin, e o revisor, Celso de Mello, rejeitaram seis questões preliminares que impediriam o julgamento, como alegações de cerceamento de defesa, falta de perícia contábil e depoimentos de testemunhas favoráveis à defesa.

Após o voto do relator, ficou decidido que o julgamento será retomado na próxima terça-feira (22) para a tomada dos votos de mérito, que serão proferidos pelo próprio relator, o revisor da ação penal, ministro Celso de Mello, além de Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Na ocasião, a Turma decidirá se o deputado e os filhos serão absolvidos ou condenados.

Conforme a acusação, o deputado Nelson Meurer recebeu, entre 2006 e 2014, R$ 29 milhões do total de R$ 62 milhões recebido pelo PP. Para a PGR, o dinheiro teve origem em contratos da Petrobras e consistia em repasses por empresas fictícias operadas pelo doleiro Alberto Youssef e por intermédio do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, dois delatores do esquema de corrupção na Lava-Jato. Somente o PP, teria recebido R$ 357,9 milhões de propina da Petrobras, segundo a denúncia da procuradoria.

Defesa

No início do julgamento, o advogado Alexandre Jobim, representante de Meurer, sustentou que não há provas de que o deputado tenha dado sustentação política a Costa e que ele tenha participado dos desvios na estatal.

Segundo o advogado, as acusações foram baseadas em presunções da acusação. Para a defesa, o deputado não pode ser acusado somente por ter sido líder do PP, em 2011, por seis meses, e ter sido amigo do ex-deputado José Janene, morto em 2010, e acusado de participar da arrecadação de propina para o partido.

"Não se provou qual a participação de Nelson Meurer".



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