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Ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, atendeu a pedidos do Ministério Público Federal. (Foto: STF)

Fachin autoriza abrir inquérito sobre esquema milionário entre J&F e congressistas do MDB.

17/05/2018

Brasília. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para apurar um suposto esquema de pagamentos milionários do grupo J&F a congressistas do MDB. As suspeitas foram levantadas em delações premiadas como as do executivo Ricardo Saud.

Em sua delação, Saud disse ter havido pagamento da ordem de R$ 46 milhões a senadores do MDB, a pedido do PT. Segundo o executivo, apesar de diversas doações terem sido oficiais, trata-se de "vantagem indevida", já que dirigentes do PT estariam comprando o apoio de emedebistas para as eleições de 2014.

O esquema teria beneficiado os senadores Eduardo Braga (AM), Jader Barbalho (PA), Eunício Oliveira (CE), Renan Calheiros (AL), Valdir Raupp (RO), todos do MDB, e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego. Eles, além do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, serão ouvidos no âmbito do inquérito.

Em nota, o MDB informou repudiar "mais uma tentativa de criminalização da política".

Fachin também autorização a prorrogação por mais 60 dias de um inquérito contra Eunício e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A investigação tem como base a delação premiada do ex-presidente-executivo da Odebrecht Marcelo Odebrecht, e de outros cinco executivos, que relataram o pagamento de mais de R$ 7 milhões aos parlamentares para que duas MPs favoráveis ao grupo fossem aprovadas no Congresso.

Joesley e Assis

Diferentemente do que o Diário do Nordeste informou ontem, os delatores Joesley Batista e Francisco de Assis foram denunciados sob acusação de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e embaraço de investigação em processo que envolve a J&F e não a JBS.



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