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Pelo segundo mês consecutivo, o Estado apresentou crescimento, indicando a aceleração da retomada da economia, de acordo com o Banco Central. (Foto: José Rodrigues Sobrinho)

Prévia do PIB: Atividade econômica do Ceará sobe 2,6%; acima da média do NE.

Economia do Estado expandiu ainda mais na série observada, com crescimento de 4,8% ante fevereiro.

17/05/2018

Pela segundo mês seguido neste ano, a atividade econômica do Ceará medida pelo Índice de Atividade Econômica Regional do Ceará (IBCR-CE), divulgado, ontem (16), pelo Banco Central, apresentou variação positiva. Em março, foi registrado crescimento de 0,43% na comparação com fevereiro, que por sua vez havia encerrado com avanço de 0,17% em relação ao mês de janeiro. Frente ao mês de março do ano anterior, 2017, a expansão é ainda maior: 2,61%. Os dados são dessazonalizados (ajustados para o período).

Com o desempenho de março, o primeiro trimestre deste ano fechou com crescimento de 0,76% na atividade econômica do Estado na comparação com o trimestre imediatamente anterior, de outubro a dezembro. No acumulado do ano, o avanço chega a 1,42%, enquanto nos últimos 12 meses até março, o crescimento é de 1,15%.

O índice, que é considerado como uma prévia do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou, no Ceará, resultados bem mais animadores em relação à média para o Nordeste. No mês de março, a atividade econômica da região retraiu 1,14% em março ante fevereiro e 0,99% em março ante igual período do ano anterior.

Com os resultados, a atividade econômica no trimestre ante os três meses imediatamente anteriores ficou negativa em 0,54%. Os dados, entretanto, não foram o suficiente para trazer para patamar negativo as variações acumuladas no ano e em 12 meses. Em 2018, o IBCR-NE expandiu 0,49%. Em 12 meses, o avanço chega a 1,11%.

Observada

Levando em consideração os dados na série observada, o crescimento da atividade econômica do Ceará em março é ainda maior: 4,82% ante fevereiro. Em relação à igual período de 2017, a expansão é de 1,72%.

Com os dados da série observada divulgados pelo Banco Central, no trimestre, entretanto, o IBCR-CE despencou 4,35% na comparação com o trimestre que compreende os meses de outubro a dezembro de 2017. No apanhado do ano, o crescimento da atividade econômica do estado do Ceará ficou em 1,47% e, nos últimos 12 meses, expandiu 1,01%.

Na região Nordeste, levando em consideração os dados da série observada, a atividade econômica cresceu 6,92% em março ante fevereiro e retraiu 1,63% na comparação com igual mês do ano anterior.

Frente ao quarto trimestre de 2017, o IBCR-NE apresentou queda de 4,73%. No ano, o índice acumula alta de 0,54% e, em 12 meses, de 1%.

Análise

Na avaliação do economista e professor de Cenários Macroeconômicos da pós-graduação da Universidade de Fortaleza (Unifor), a melhora no indicador mensal decorreu, em grande medida, devido ao setor de Serviços, "relevante na composição do PIB estadual", destaca o economista.

"A retomada do nível de atividade econômica no Estado é claramente percebida pela trajetória da economia cearense nos últimos períodos, principalmente por registrar melhora no indicador anualizado de forma consecutiva nos últimos 11 meses", detalha Allisson Martins.

Ele explica que, no acumulado dos últimos 12 meses terminados em março (1,01%), o destaque ficou por conta do comércio varejista ampliado. "Especialmente em razão do comportamento das vendas de veículos, motocicletas, partes e peças (+9,1%) e material de construção (+9%). Em contraste, apesar dos resultados positivos, os serviços recuaram 9,1% no Ceará no indicador anualizado", lembra o especialista.

Ele frisa ainda que os efeitos positivos da inflação e das taxas de juros contribuem para criar um ambiente econômico mais dinâmico no Estado. "São indicadores macroeconômicos importantes, que refletem de forma benigna no poder de consumo, e que repercutem na atratividade dos negócios, além dos níveis de confiança em alta dos empresários e consumidores", ressalta Allisson Martins.

Ele acrescenta ainda que o mercado de trabalho é variável chave para a aceleração da economia do Estado. "Em razão da dinâmica econômica do Estado, o 'aquecimento' do mercado de trabalho, sobretudo, em razão dos seus efeitos no comércio e no setor de serviços, é variável chave para a aceleração da economia do Ceará", finaliza.

Brasil

No Brasil, a atividade econômica medida pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) indica retração de 0,66% em março ante igual período do ano passado, 2017. Ante fevereiro, o índice apresentou queda de 0,74%.

No ano de 2018 ante iguais três meses de 2017, houve crescimento de 0,86% na série observada. Nos últimos 12 meses até março, a atividade econômica do País apresentou alta de 1,05%, conforme os dados do Banco Central.

O índice de atividade econômica divulgado pela autoridade monetária se baseia em dados do desempenho de três setores: o da indústria, do comércio e do setor de serviços eagropecuária, além do volume de impostos.



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