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Henrique Meirelles, de 72 anos, assumiu o controle da economia em 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff e o início da gestão de Michel Temer. (Foto: AFP)

À Presidência da República: Temer desiste e anuncia Meirelles pré-candidato.

MDB lançou documento "Encontro com o Futuro" com as principais linhas de seu programa para a sucessão ao Planalto.

23/05/2018

Brasília. O presidente Michel Temer anunciou, ontem, sua desistência de concorrer a mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto e lançou o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como pré-candidato à Presidência pelo MDB.

"Nós chamamos você para ser presidente do Brasil", disse Temer ao fim de um discurso, em evento do MDB, em Brasília, para o lançamento do documento "Encontro com o Futuro".

No documento, o MDB apresentou as principais linhas de seu programa: continuar as reformas, estimular a participação do setor privado, reduzir a intervenção do Estado na economia, melhorar os sistemas de segurança, saúde e educação.

Há menos de dois meses, Temer e Meirelles estiveram juntos no mesmo local, na sede da sigla em Brasília, quando foram anunciados como uma dupla de pré-candidatos pela legenda.

Desta vez, o jingle "M de Michel, M de Meirelles, M de MDB", feito para a filiação de Meirelles, em 3 de abril, não foi tocado. Os rostos de ambos também ficaram de fora do painel principal colocado no palco de onde discursaram.

O presidente fez um discurso de mais de 15 minutos no qual fez elogios ao ex-ministro da Fazenda. "Digo sem errar que o Meirelles é o melhor entre os melhores". Temer falou ainda esperar que o ex-chefe da equipe econômica seja o único candidato de centro à Presidência.

Conversas

Já o presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), afirmou que a definição de um único candidato abre espaço para que a cúpula do partido converse com outras legendas para firmar alianças eleitorais.

"Abrimos espaço para avançar. Meirelles tem a condução de buscar a convergência e de fazer crescer no bloco de centro", disse o senador.

Para ele, as demais candidaturas de centro, como a de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), estão estagnadas e as definições devem acontecer até o fim de julho, prazo para início das convenções.

Em seu 1º discurso como pré-candidato, Meirelles disse que vai buscar a união do centro.

"Vamos começar a conversar com todos os partidos para ver os tipos de união. Se for possível no primeiro turno, excelente. Se não, tenho segurança que serei o candidato no segundo turno".

Já a fala de Temer foi feita em tom elogioso a seu ex-ministro. "Se dois anos atrás eu dissesse que o Henrique Meirelles viria para o MDB e estaria conosco hoje aqui e agora, lançando o encontro com futuro, com certeza me diriam: 'Temer, conta outra'". Ele disse ainda que sentirá muito orgulho se um dia Meirelles for eleito presidente.

Impopularidade

Ao elogiar os atos de seu governo na área econômica, Temer disse ainda que o País estará em boas condições para o próximo presidente. "Meirelles, você vai pegar o País com uma tranquilidade absoluta", afirmou.

Meirelles descartou, ontem, uma atuação direta de Temer em sua campanha. O ex-ministro da Fazenda sugeriu que o emedebista se dedique à conclusão do mandato presidencial.

"Temer é o presidente da República, está conduzindo o País e, como mencionou muito bem, tem sete meses de governo (...), existe ainda muita coisa a ser feita e ele estará totalmente dedicado a isso", disse Meirelles.

Na segunda (21), o jornal Folha de S.Paulo informou que a cúpula do MDB aceitou esconder Temer na campanha eleitoral para conseguir firmar alianças com outros partidos.

A avaliação é de que a impopularidade do presidente poderia prejudicar as parcerias e a própria candidatura do partido.

Meirelles concluiu a fala buscando se descolar dos casos de corrupção que envolvem o partido. "Meu histórico é de uma reputação inquestionável e, portanto, não temos dúvida de que isso vai prevalecer", afirmou.



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