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Caminhões-tanque, carregados de querosene da aviação, são escoltados por forças militares para garantir o abastecimento no aeroporto de Brasília. (Foto: AFP)

Em Atos: Entidade de caminhoneiros vê ação de grupos políticos.

29/05/2018

Brasília. O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCam), José da Fonseca Lopes, afirmou, ontem, que cerca de 250 mil caminhões são mantidos em pontos de paralisação em várias regiões, como Bahia, Pernambuco e São Paulo. Esse número representa 30% do total que ficou parado ao longo do últimos dias da greve. Segundo ele, está havendo uso político do movimento para derrubar o governo de Michel Temer.

"Vou fazer uma denúncia bastante séria: não é o caminhoneiro mais que está fazendo greve. Tem um grupo muito forte de intervencionistas nisso aí, eu vi isso agora em Brasília na parte da manhã. Eles estão prendendo caminhão em tudo quanto é lugar. São pessoas que querem derrubar o governo", afirmou, durante coletiva de imprensa, realizada em Brasília.

Segundo o presidente de ABCam, esses grupos políticos seriam defensores da intervenção militar. Ele pediu apoio do governo federal para desmobilizar esses bloqueios remanescentes.

"São presidentes de diretórios municipal e estadual. Estou levantando nomes, lugares onde está acontecendo isso e vou entregar na mão do governo, que é ele (governo) que tem que resolver isso". Segundo o dirigente, os caminhoneiros que permanecem em pontos de paralisação estão sofrendo ameaças.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também afirmou ontem que há "infiltrados" na paralisação dos caminhoneiros com interesses políticos que atrapalham a retomada das atividades.

Ainda ontem, em encontro na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), líderes partidários acertaram a elaboração de documento conjunto em defesa da democracia e das instituições. Os deputados -tanto da base como da oposição- acreditam que o País precisar mostrar a imagem de paz entre os Poderes.

O movimento é uma resposta à intensificação dos atos que pedem intervenção militar.

Obstrução de vias

Autor de uma mensagem nas redes sociais prometendo revogar qualquer multa aplicada aos caminhoneiros pelo governo, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) é autor de projeto que, em sentido contrário, pune com até quatro anos de cadeia aqueles que impedirem ou dificultarem o trânsito de veículos e pedestres nas vias públicas. O projeto foi apresentado em agosto de 2016 na Câmara. Bolsonaro se apressou em ir às redes sociais apoiar a atual greve dos caminhoneiros, mas nas manifestações iniciais criticou a obstrução de vias.



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