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Para o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, volta dos militares ao poder é “assunto do século passado”. (Foto: Agência Brasil)

No País: Governo rechaça intervenção militar.

30/05/2018

Brasília. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, disse, ontem, que “intervenção militar” é um assunto do século passado e nenhum militar das Forças Armadas está “pensando nisso”. Etchegoyen é general da reserva e um dos principais auxiliares do presidente Michel Temer.

“Vivo no século 21 e o século 21 está divertidíssimo. Meu farol é muito mais potente que o retrovisor. Não vejo nenhum militar, Forças Armadas pensando nisso (“intervenção militar”), não conheço, absolutamente”, disse o ministro, quando perguntado sobre o que pensa de faixas e cartazes pedindo a “intervenção militar” na paralisação dos caminhoneiros.

Etchegoyen faz parte do gabinete de crise montado pelo governo para acompanhar o movimento dos caminhoneiros e participou da entrevista à imprensa sobre paralisação, no Palácio do Planalto. “Absolutamente, é um assunto do século passado, uma pergunta que não vejo mais nenhum sentido”, disse o ministro.

Para ele, é preciso saber por que algumas pessoas pedem a volta de governo militares. Pressionado pelo prolongamento da greve dos caminhoneiros, o presidente Michel Temer (MDB) se recusou a falar com a imprensa brasileira ontem, depois de discursar em evento em São Paulo, mas fez uma mesa-redonda com jornalistas estrangeiros.

Segundo o americano Brian Winter, especialista em Brasil, Temer disse que há “zero possibilidade” de uma intervenção militar no País.

Prefeitos

Já o documento produzido pela FNP (Frente Nacional de Prefeitos) sobre o levante de caminhoneiros faz uma defesa da democracia e das eleições deste ano. O texto foi divulgado ontem, num momento em que o movimento paredista prega abertamente intervenção militar.

“Prefeitas e prefeitos reiteram o compromisso com a democracia. A superação da crise passa, necessariamente, por eleições livres e diretas, respeitando a Constituição”, disse a FNP.

A Frente também prega diálogo permanente entre governo federal, estados e municípios de forma institucionalizada.

“A estreita interlocução entre as esferas de governo, com a participação de prefeitas e prefeitos, aproxima Brasília do Brasil”, afirmou a entidade. “A FNP já se manifestou oficialmente contra o aumento da Cide sobre o diesel e a reoneração da folha de pagamento do setor de transporte público, pelos seus reflexos negativos na mobilidade urbana. A entidade tem apoiado, ainda, uma política de incentivo tributário a veículos elétricos para o transporte público”. A entidade pede a revisão da política de preços de combustíveis e cita a Petrobras.



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