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Jair Bolsonaro (PSL) dividiu reações entre público presente no evento, em brevíssimo discurso. (Foto: Folhapress)

"Marcha para Jesus": Presidenciáveis participam de ato.

01/06/2018

São Paulo. Os pré-candidatos à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Flávio Rocha (PRB) aproveitaram a "Marcha para Jesus", tradicional encontro de igrejas protestantes realizada em São Paulo, para buscar aproximação com essa parcela do eleitorado.

Bolsonaro foi vaiado por parte do público e aplaudido por outra parcela dos fiéis evangélicos que acompanhavam o evento. Em um rápido discurso, ao lado do senador Magno Malta (PR-ES) e do apóstolo Estevam Hernandes, líder da igreja Renascer, Bolsonaro afirmou que amava Israel. Durante a Marcha, líderes religiosos defenderam a ideia de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Bandeiras do país, considerado berço do cristianismo, eram levantadas entre o público.

"Brasil acima de tudo e Deus acima de todos", disse o parlamentar. Já Magno Malta, cotado para ser vice de Bolsonaro nas eleições presidenciais, fez um discurso contra a descriminalização do aborto.

Na sequência da fala dos dois, o evento teve show da cantora Lauriete, esposa de Magno Malta e ex-deputada federal.

Apesar do aceno de Bolsonaro ao eleitor protestante, o apóstolo Estevam Hernandes, afirmou em entrevista ontem que "alguns posicionamentos dele podem fazer com que realmente ganhe a simpatia dos evangélicos. Agora, existem outros que são antagônicos com os valores cristãos, como a força, talvez o ódio algumas coisas mais extremistas". Em resposta à declaração de Hernandes, Bolsonaro minimizou a crítica e disse que "também é contra o ódio".

Já o empresário e presidenciável Flávio Rocha, subiu no principal trio elétrico da "Marcha para Jesus", acompanhado do ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo paulista, João Doria (PSDB), que negou mal-estar com Geraldo Alckmin, nome tucano cotado ao Planalto.

"O ponto único é de defesa do Brasil, do crescimento do Brasil nem à esquerda nem à direita. É um palanque do Brasil. Não é um palanque do PSDB, nem um palanque do PRB", disse Doria, ao subir no trio, que também contou com o prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB).

O objetivo, acrescentou Doria, é evitar uma vitória de Bolsonaro ou de Ciro Gomes (PDT).



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