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O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e o pedido de justiça para o caso foi uma das bandeiras defendidas pelos ativistas. (Foto: Estado Conteúdo)

Parada LGBT de SP tem festa com tom político.

Alegria em cores, mas protestos contra mortes e o pedido de representatividade marcaram o evento.

04/06/2018

São Paulo. "Poder para LGBT + nosso voto, nossa voz". Com esse tema no movimento, a Avenida Paulista recebeu a 22ª edição da Parada de SP, considerada a maior do mundo. A principal via da capital paulista recebe o público com a descontração que já é uma marca do evento: drags, muito arco-íris e fortões de pouca roupa. Mas o clima de festa não escondeu o tom político da Parada LGBT.

A arquiteta Mônica Tereza Benício, viúva da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada no Rio, participa da Parada. De cima do trio, Mônica lembrou da atuação de Marielle como mulher negra, lésbica e favelada. "É importante saber em quem a gente vota. Vir para rua fazer festa e fazer revolução", disse. "O Brasil é um dos países que mais mata a sua população LGBT. Isso aqui é resistência política". O vereador paulista Gilberto Natalini (PV) e o deputado federal Orlando Silva (PC do B) também já falaram ao público, entre palmas e vaias. O prefeito Bruno Covas (PSDB) foi vaiado ao subir no caminhão de abertura da Parada do Orgulho LGBT. A candidata à presidência pelo PC do B, Manuela D'Avila, também subiu ao trio. "Nenhuma morte a menos", pediu.

"Queria desejar um excelente evento. O meu compromisso é que no meu governo não vamos admitir preconceito na cidade de São Paulo", disse o prefeito, por volta das 13h. A vaia durou toda a fala do prefeito, que não respondeu.

A prefeitura manteve a mesma estrutura para a Parada apesar da expectativa de redução de público por causa da paralisação dos caminhoneiros. Foram mantidos 900 banheiros químicos e 39 bloqueios no entorno da avenida Paulista.



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