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Deputada estadual gaúcha disse que não será ela um obstáculo a um movimento de união dos partidos de esquerda em torno de uma candidatura única. (Foto: AFP)

Eleições 2018: Manuela pede união das esquerdas já no 1º turno.

Pré-candidata do PCdoB admitiu a possibilidade de desistir da corrida presidencial em prol de uma candidatura única.

05/06/2018

São Paulo/Brasília. A deputada estadual Manuela d'Ávila (PCdoB-RS) admitiu abrir mão de sua pré-candidatura à Presidência da República por uma união de partidos de esquerda já no primeiro turno das eleições presidenciais. Ela condiciona o posicionamento, no entanto, a um gesto do PT, que mantém a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva mesmo com o petista preso e condenado na Lava-Jato, do PDT, que lançou o ex-ministro Ciro Gomes na corrida, e do PSOL, cujo pré-candidato é Guilherme Boulos.

Para Manuela, o PCdoB não é um obstáculo à união das esquerdas, mas o partido não abriria mão de seu nome se as outras legendas do campo não fizessem o mesmo em torno de um único projeto. "Nós já fizemos o gesto. Se eu não for candidata, os outros três se entendem para nós estarmos unidos? A unidade da esquerda representa isto: nós estaremos todos unidos em uma única candidatura? Os outros três têm essa disposição? Eu não sou óbice", disse a deputada.

Na semana passada, o líder do PCdoB na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB), defendeu que os partidos de esquerda se juntem em torno de um único nome se houver o risco de nenhuma das candidaturas do campo chegar ao segundo turno das eleições presidenciais.

O partido avalia apoiar outro nome, como o de Ciro Gomes (PDT), e lançar Manuela ao governo do Rio Grande do Sul.

'Plano B'

Já a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), negou que pretenda ser candidata à Presidência da República como alternativa ao ex-presidente Lula. Segundo o jornal "O Estado de São Paulo", a decisão do STF de restringir o foro privilegiado nos casos de deputados e senadores levou a presidente do partido a entrar na lista de cotados a presidenciáveis caso Lula seja impedido pela Justiça Eleitoral. "Aviso reto: não sou candidata a presidente, a vice ou pretendente a ser. O PT tem candidato! É Lula!!! Aceitem, dói menos", escreveu Gleisi em sua conta no Twitter, ao comentar o rumor.

A petista classificou a especulação sobre uma alternativa a Lula como um "imbróglio" e uma tentativa da mídia de "semear intrigas" no partido.

Movimentações ao Centro

Ontem, o pré-candidato à Presidência pelo PRB, Flávio Rocha, disse, por sua vez, acreditar ser possível unificar o centro político ainda no primeiro turno das eleições e que seu nome é o mais competitivo do grupo, por ter sido o último a ser apresentado e também ter a maior taxa de desconhecimento.

"Eu sou um grande estimulador (da união no primeiro turno), até por acreditar que temos a maior chance de crescer no centro", disse o empresário após evento promovido pela Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços) e pelo PRB Mulher.

Rocha deve ser um dos nomes procurados por políticos signatários do "Manifesto por um polo democrático e reformista", documento que prega a formação de um bloco único do "centro" no primeiro turno das eleições presidenciais para evitar uma polarização entre a esquerda e o deputado Jair Bolsonaro (PSL).

Ironia

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, reagiu com ironia à tentativa do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato à Presidência Henrique Meirelles (MDB) de se distanciar da gestão Temer. "Vejo gente preocupada em perder voto por estar do lado do governo. Mas que voto? Quantos votos tem o Meirelles?", questionou Marun.

No sábado, Meirelles disse não querer ser visto como o representante da gestão Temer nas eleições. "Estou tirando o rótulo. Por exemplo, não sou o candidato do mercado, não sou o candidato do governo, não sou o candidato de Brasília".

Em resposta, Marun disse ainda que Meirelles e todos os demais presidenciáveis identificados com o "centro" deveriam retirar suas candidaturas e discutir um projeto comum, para então escolher um candidato.

"É a única possibilidade de vitória (do centro)", disse o ministro de Temer.



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