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Geraldo Alckmin inquiriu tucanos durante um jantar se eles preferiam ter outro candidato, (Foto: Agência Brasil)

Corrida Presidencial: Alckmin reage à cobrança por resultado pré-eleitoral.

Abaixo da taxa de 10% das intenções de votos, o ex-governador de São Paulo enfrenta pressões dentro do PSDB.

06/06/2018

Brasília. Cobrado por lideranças do PSDB sobre falta de coordenação nessa etapa da corrida, o ex-governador paulista jogou um guardanapo sobre a mesa e perguntou aos presentes se eles preferiam ter outro candidato -e, nesse caso, disse para que eles o escolhessem.

A cena ocorreu, conforme o jornal Folha de S.Paulo apurou, durante jantar em um hotel do bairro paulistano dos Jardins, na noite de segunda (4).

Estavam presentes diversos expoentes do tucanato, como os ex-governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR), os líderes de bancada Paulo Bauer (Senado) e Nilson Leitão (Câmara), o ex-ministro Bruno Araújo (SP), o ex-senador José Aníbal (SP) e o coordenador de campanha Samuel Moreira.

No cardápio, menos a conhecida inanição das intenções de voto do tucano (que patina pouco abaixo dos 10% nas pesquisas) e mais o diagnóstico consensual no partido de que a pré-campanha está com problemas organizacionais. Alguns dos presentes relataram situações estaduais sem encaminhamento e o que consideram um problema crônico de comunicação. Foi a famosa "lavagem de roupa suja", mas segundo a Folha apurou, com o comedimento típico das reuniões com Alckmin.

Bolsonaro

Apesar de estar na liderança de todas as pesquisas de intenção de voto nos cenários em que o ex-presidente Lula não está presente, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) não deve chegar ao segundo turno, afirmou, ontem, Alckmin (PSDB).

"Acho que ele (Bolsonaro) não chega no segundo turno. Vocês (jornalistas) se impressionam com pesquisa antes da hora", afirmou o pré-candidato tucano, que participou de um encontro da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib).

O presidenciável também elogiou longamente, ontem, a potencial adversária na disputa Marina Silva (Rede), agora cotada para formar chapa com o tucano, embora ela negue a possibilidade. "Tenho grande respeito desde a época em que ela foi ministra (do Meio Ambiente) do governo federal. Uma pessoa idealista, correta, tem espírito público, eu admiro", disse.

Questionado sobre eventual aliança com Marina, ele foi cauteloso, mas insistiu em seu aceno. "Não posso cometer uma indelicadeza dessa com alguém que é pré-candidata, mas, independentemente de disputar ou não, é uma pessoa pela qual tenho até apreço pessoal. Gosto do estilo da Marina", afirmou.



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