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O Hospital Infantil Maria Amélia Bezerra de Menezes precisa de reforma. (Foto: Antonio Rodrigues)

Situação Provisória: Hospital Infantil de Juazeiro será desativado para reforma.

Na sexta-feira (8), o atendimento será transferido para o Hospital Estephânia Rocha Lima.

06/06/2018

Juazeiro do Norte. Por convênio da Prefeitura e o Governo do Estado, o Hospital Infantil Maria Amélia Bezerra de Menezes passará por reforma e ampliação, prometendo se tornar referência no atendimento pediátrico no Ceará. Com investimentos de R$ 4,5 milhões, nesta quinta-feira (7), será realizada sessão para recebimento e abertura dos abertura dos envelopes com os documentos de habilitação e propostas de preços para contratação da empresa de engenharia que executará a obra.

Já na próxima sexta-feira (8), o atendimento será transferido temporariamente para o Hospital Estephânia Rocha Lima. A Unidade passa por adequações estruturais para receber os serviços do Hospital Maria Amélia. As salas onde funcionarão os consultórios, enfermarias, farmácia, entre outros, receberam nova pintura e climatização. Segundo a titular da Secretaria da Saúde, Nizete Tavares, com a mudança, a quantidade de leitos não será reduzida, garantindo a continuidade no atendimento.

"Todos os atendimentos que são realizados no Estephânia não serão diminuídos. Ortopedia, consultas com especialidades médicas, ultra-som, endoscopia, atenção domiciliar, farmácia, infectologia. Nada vai mudar. Vamos ocupar outros espaços que adequamos, em outras enfermarias. Mas não vai reduzir no Maria Amélia", garante Nizete. A mudança surgiu da preocupação da Secretaria da Saúde de que, como a obra será ampla, as crianças poderiam ser afetadas pela poeira e barulho.

Único voltado para o atendimento infantil na região do Cariri, possui apenas 20 leitos. Esse número será ampliado para 50, sendo 40 clínicos e 10 cirúrgicos. Todos com acomodação para as mães. Além disso, serão duas salas de cirurgia, três leitos de recuperação pós-anestésica, sala de medicação com 40 poltronas, 10 leitos de observação, refeitórios individualizados para pacientes e funcionários, estação de tratamento de água, urgência pediátrica com sala de estabilização, raio x, pequena cirurgia, repouso médico e sala de gesso.

A nova estrutura ainda terá Central de Material Esterilizado, auditório para alunos das faculdades, capela, recepção social separada da urgência, ambulatório pediátrico equipado com recepção e área de recreação, ambulatório de desnutrição, além de testes do pezinho, ouvidinho, orelhinha e olhinho. "Hoje, para realizar exames tem que deslocar a criança, mas tudo isso terá na própria estrutura", acrescenta a secretária.

Precariedade

Na recepção, as pessoas convivem com dois banheiros e o mau cheiro. Nas paredes, rachaduras e algumas partes com reboco cedendo. Esta é a situação atual do Hospital Infantil Maria Amélia. "A reforma é uma necessidade. Ele tem uma estrutura antiga. Quando entramos, já era uma demanda essa reforma. Fomos preparar todo o projeto e percebemos a necessidade de alguns serviços, como cirurgias pediátricas", explica Nizete.

Segundo a dona de casa Patricia dos Santos, que levou seu filho levou seu filho de dois anos para atendimento, os problemas no equipamento são antigos. Há pouco mais de um ano, quando a criança ficou internada por cinco dias, chegou a conviver com baratas no banheiro. "Falta de exame é o maior problema. Passam o remédio e, muitas vezes, não resolve e fica sem saber qual o problema", lamenta. Outra mãe, que não quis se identificar, conta que evita usar banheiros e bebedouros pelas péssimas condições. "E já esteve pior", denuncia. Ela acrescenta que, pelas condições atuais, muitas pessoas têm levado as crianças para serem atendidas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Nizete Tavares explica que constatou a necessidade de realizar cirurgias, pois havia grande fila, tanto pediátrica quanto de adulto no Município. Por isso, esse tipo de atendimento foi organizado para o Hospital São Lucas, que realiza as cirurgias pediátricas eletivas e de emergência. As crianças menores de cinco anos são transferidas para o São Vicente, em Barbalha. Com a obra finalizada, a expectativa é descongestionar estes dois hospitais. "Com melhor estrutura, os pacientes que hoje precisam de transferência para Fortaleza e Barbalha terão atendimento aqui. É uma obra de grande importância", justifica.



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