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Volante Jean Patrick vivencia duas situações no elenco tricolor: além de estar com dois cartões amarelos, vem jogando sempre e se desgasta. (Foto: Lauane Veríssimo)

Sequência de Jogos: Leão sem descanso.

Jogos com pouco tempo de descanso entre si são sempre um desafio para quem usa elenco enxuto como o Tricolor do Pici.

07/06/2018

Apesar da liderança isolada do Brasileiro da Série B, a sequência do campeonato vai sempre reservar desafios diferentes para o Fortaleza. Não somente os atletas que entram normalmente nas partidas, mas também o elenco todo vai ser bastante exigido nos aspectos técnicos e físicos.

O nível de exigência ao elenco tricolor vai aumentando ora com adversários mais difíceis, ora com o calendário propriamente dito. Tome-se por exemplo, a sequência de jogos que o time vai fazer em menos de 10 dias. Para ser mais preciso, em oito dias, o elenco do Leão terá completado três jogos duríssimos. O primeiro foi no dia 2 de junho, quando venceu o Sampaio Corrêa/MA na Arena Castelão. Mal os atletas se recuperaram do cansaço do jogo em si, encararam uma viagem para Goiânia, onde enfrentaram o Vila Nova/GO, no dia 5 de junho.

No próximo sábado, dia 9, o Tricolor vai para Sorocaba, São Paulo onde dará combate ao São Bento, outro time pesado.

Cansaço

O duelo contra o Vila Nova foi o que mais aproximou o Fortaleza de uma derrota na Série B, pelo segundo tempo do confronto. No primeiro tempo, o Leão foi bem melhor, com maior posse de bola, mas a segunda etapa sugeriu aos observadores, um cansaço no grupo, oriundo de um jogo difícil no sábado anterior, seguido da viagem.

Essa fadiga muscular acomete todos os 20 clubes participantes, entretanto, no caso do Fortaleza, o efeito é maior, porque, por opção do técnico Rogério Ceni, o clube conta com um elenco mais reduzido que os demais. Enquanto os outros têm mais de 30 jogadores no grupo, o Leão tem 29, juntando até com alguns da base. A ideia sempre foi ter mais qualidade e menos quantidade, o que tem ajudado.

"Foi um jogo (contra o Vila Nova), que a gente não tinha tido ainda e nesse período de recuperação, a equipe sentiu um pouco. Sabíamos que iríamos enfrentar uma equipe que vai lutar pelo acesso também", disse o goleiro Marcelo Böeck.

O técnico Rogério Ceni opinou sobre a questão da exigência física do momento: "Nosso time não tem um elenco tão grande para jogar num intervalo curto de tempo. Para essa partida contra o São Bento, teremos 24 horas a mais do dia em que enfrentamos o Vila. É um tempo maior do que tivemos do sábado (contra o Sampaio), para a terça", disse Rogério Ceni.

O comandante do Leão disse que, pensando no entrosamento do grupo, na campanha e na informação que foi dada pelos próprios atletas, de que estavam todos bem, resolveu manter o time que vinha atuando em Goiânia. Mas, daqui para a frente, vai avaliar as condições de desgaste do grupo, para que o time não sinta tanto diante do São Bento.

"Temos que ajustar para fazermos jogos como fizemos nas outras oito rodadas, sendo dominantes , tendo o controle do jogo", completou Rogério Ceni.

A atuação do time no segundo tempo frente ao Vila, entretanto, não supera a campanha vitoriosa do time até agora.

Ritmo intenso

De olho nos pendurados

Além do cansaço físico de vários atletas que estão atuando em todas as partidas da Série B, o Fortaleza enfrenta a situação delicada de ter a maioria do time titular, "pendurada" com dois cartões amarelos. Estão com dois cartões e com o risco de desfalcar o time no próximo jogo em casa: Bruno Melo, Marlon, Jean Patrick, Ligger, Diego Jussani. Derley e Dodô, todos titulares.

Mudanças à vista

O técnico Rogério Ceni já deu a entender que fará mudanças na equipe, levando-se em conta esses dois fatores, de jogadores fatigados ou pendurados. Atletas de velocidade do grupo estão mais afetados pelo cansaço, conforme já disse o treinador. Rogério comanda treino hoje e começa a definir o time.



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