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Em alguns postos de Fortaleza, está faltando etanol. O Sindipostos-CE diz, contudo, que o desabastecimento é pontual. Expectativa é que o fornecimento do combustível seja normalizado em breve. (Foto: Saulo Roberto)

Após Greve dos Caminhoneiros: Demanda por etanol no Estado cresce 3 vezes.

As entregas do combustível para estabelecimentos do Ceará também estão defasadas.

13/06/2018

A demanda por etanol no Ceará triplicou após a deflagração da greve dos caminhoneiros, em maio, nas rodovias de todo o Brasil. É o que afirma o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Ceará (Sindipostos), Manuel Novais Neto.

Com a maior demanda, alguns postos do Estado acabam vendendo rápido todo os seus estoques e, consequentemente, a disponibilidade do insumo nas bombas se torna irregular.

Uma das principais justificativas para o aumento na procura pelo combustível se deve ao aumento do preço da gasolina, cujo litro chegou a ultrapassar os R$ 5 no Ceará, ao longo dos dias de greve, justifica o assessor econômico do Sindipostos-CE, Antônio José Gomes Costa, ressaltando que a falta do etanol nos postos ocorre de forma "pontual". No dia 26 de maio, a gasolina chegou a faltar em quase 90% dos postos de Fortaleza. "Com a greve dos caminhoneiros, houve uma mudança de comportamento do consumidor e o consumo aumentou muito. Não é possível dizer quantos postos estão sem etanol, mas são faltas pontuais".

Assim como não foram quantificados os postos afetados pela falta do etanol, o assessor econômico informa que não há como prever a retomada plena de abastecimento em todos eles.

Entrega defasada

Além de estar sendo cada vez mais utilizado em substituição à gasolina, o etanol ainda sofre com a crise de desabastecimento provocada pela greve. Como reflexo, as entregas do combustível ainda estão defasadas, observa Antônio José.

Ele acrescenta ainda que o etanol fornecido para o Ceará vem de fontes localizadas em locais diferentes, "às vezes, do próprio Nordeste, outras de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul...". A depender da safra.

"O etanol para o nosso estado vem da região produtora da época. No momento, vem do Centro-Oeste", confirma Novais Neto.

Moagem perdida

As usinas e destilarias do Centro-Sul do Brasil processaram 32,38 milhões toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de maio da safra 2018/2019. O volume é apenas 2,18% maior que o total de 31,69 milhões de toneladas moídas em igual período da safra passada. O levantamento, divulgado ontem (12) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) mostra o impacto da greve dos caminhoneiros, ocorrida durante o período.

De acordo com a Unica, 4 dias e meio de moagem foram perdidos em média com a paralisação e cerca de 13 milhões de toneladas deixaram de ser processadas na região. "Considerando os preços vigentes na comercialização do açúcar e para o etanol, a redução da receita do setor sucroenergético por causa da greve totalizou cerca de R$ 1,2 bilhão", informou a entidade.

Como comparação para avaliar o impacto da greve no setor, o processamento na primeira quinzena do mês passado havia sido de 42,64 milhões toneladas de cana, ou seja, houve um recuo de 25,7% na segunda metade de maio considerando uma moagem semelhante. Com o resultado, o processamento acumulado na safra chegou a 134,84 milhões de toneladas, alta de 20,17% sobre igual período da safra 2017/2018, quando foram processadas 112,21 milhões de toneladas de cana.



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