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(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Anuncia Governador: PIB do Ceará avança 1,55% no 1º tri; melhor desde 2014.

Expansão da economia é em relação ao início de 2017. Dado foi revelado pelo governador Camilo Santana.

13/06/2018

O Produto Interno Bruto do Ceará teve o seu melhor primeiro trimestre desde o ano de 2014, quando os variados setores que compõem a economia do Estado, como o comércio e indústria, por exemplo, se preparavam para a chegada da Copa do Mundo no Brasil. Em janeiro, fevereiro e março deste ano, o PIB cearense apresentou expansão de 1,55% na comparação com o primeiro trimestre de 2017. O dado foi revelado ontem (12) pelo governador do Estado, Camilo Santana, durante transmissão ao vivo em sua página no Facebook.

Aproveitando a oportunidade para comentar o número positivo, o chefe do Executivo estadual destacou a importância e o significado do crescimento da atividade econômica no primeiro trimestre de 2018. "Ontem (anteontem), eu fiquei muito feliz com o resultado do PIB, que é o que mede a economia cearense. O Ceará cresceu, no ano passado, o dobro do Brasil, quase. Isso significa que a economia está crescendo, que estão sendo gerados mais empregos e que estão surgindo novas atividades econômicas, novas empresas", detalhou Camilo Santana na tarde dessa terça-feira.

Em todo o ano de 2017, o PIB do Ceará cresceu 1,87% na comparação com o ano de 2016. Em igual base de comparação, o Brasil apresentou avanço de 1%. No quarto trimestre do ano passado, a atividade econômica expandiu 3,24%, enquanto o Brasil cresceu 2,4% em igual período, de acordo com o Ipece.

No primeiro trimestre de 2017, comparando com igual período do ano anterior, a economia do Estado retraiu 0,83%. No primeiro trimestre de 2016, o resultado chegou a -7,80%. Em janeiro, fevereiro e março de 2015, o crescimento da atividade econômica chegou a 1,54% e, nos primeiros três meses de 2014, a 3,91%.

"Estamos crescendo positivamente, acima do Brasil e isso é muito importante. Em um momento difícil da economia brasileira, o Ceará tem sempre se destacado", disse ainda o governador Camilo Santana durante o bate-papo realizado na tarde dessa terça-feira.

Avaliação

Na avaliação do economista Alex Araújo, os setores de comércio e os serviços, além da agropecuária e o setor industrial, com destaque para a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), foram os responsáveis por impulsionar o PIB cearense no início deste ano.

"No comércio e nos serviços, a gente, de fato, percebeu que há essa aceleração desde o fim do ano passado, apesar de termos sentido uma redução já no último mês de fevereiro. Eu acredito que esse resultado positivo no primeiro trimestre esteja muito ligado ao setor primário", analisa o economista.

Ele acredita que, com as chuvas percebidas neste ano, a agropecuária também deve ter apresentado uma atividade mais latente, contribuindo com a expansão da economia no trimestre. "A gente vem percebendo uma chuva melhor, o que impacta na agropecuária e provavelmente uma recuperação em algum segmento da indústria pode ter ajudado. Com a siderúrgica, nós tivemos um ganho expressivo no setor industrial", diz.

"De toda sorte, é um resultado muito melhor, acima da média do Brasil e, agora, é torcer para que essa tendência de melhora seja continuada ao longo deste ano", arremata o economista Alex Araújo.

Brasil

O PIB brasileiro apresentou crescimento de 0,4% no primeiro trimestre deste ano em relação ao trimestre imediatamente anterior. Um dos destaques foi o setor de agropecuária, com crescimento de 1,4% no primeiro trimestre de 2018 ante os três meses anteriores. Ante igual período de 2017, entretanto, o setor retraiu 2,6%.

O consumo das famílias seguiu praticamente estagnado. Após crescimento de 0,1% no quarto trimestre deste ano, subiu 0,5% nos primeiro trimestre de 2018. Os investimentos perderam fôlego, passando de uma alta de 2% no último trimestre de 2017 para uma alta de 0,6% no primeiro trimestre de 2018. Na comparação com igual período de 2017, os investimentos avançaram 3,5%.O resultado de 0,4% veio um pouco acima da projeção central da agência Bloomberg, de 0,3% ante o trimestre anterior.



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