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Pré-candidato do DEM à Presidência da República, Rodrigo Maia, acenou para Ciro Gomes, tratando o pedetista como "opção clara no segundo turno". (Foto: Agência Câmara)

Maia: Diálogo com Alckmin ou Dias é o mais provável.

Presidente da Câmara admite que pode abrir mão de candidatura, em prol de nome mais bem colocado nas pesquisas.

14/06/2018

Brasília. Pré-candidato ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ontem que uma aliança com o PDT de Ciro Gomes (CE) não é a maior probabilidade, mas que, como partido do centro do espectro político, não pode restringir diálogo. "É a maior probabilidade do DEM? Claro que não é. Mas se criamos este ambiente chamado centro, que nunca existiu, se a gente restringe o diálogo com A, B ou C, não é mais centro", disse Maia em um evento da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) onde fez elogios a Ciro Gomes.

Em quase meia hora de palestra, Maia lembrou momentos de parceria entre Ciro e seu grupo político no Rio. Também minimizou desavenças e discordâncias ideológicas, disse que "no momento do calor, às vezes a gente erra" e falou em "potencializar aquilo que teve de positivo na relação" e que, dependendo das opções, o pré-candidato do PDT "será opção clara no segundo turno". Maia também tem dialogado com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

"Natural que a gente tem mais condições de diálogo com o governador Geraldo Alckmin, com o senador Álvaro Dias (PODE-PR), mas não significa que a gente não possa conversar com PDT, PC do B...", afirmou.

Patinando nas pesquisas eleitorais, assim como os demais candidatos do chamado centro, Maia disse que pode, sim, abrir mão da disputa para apoiar outro nome do campo. O plano B do deputado sempre foi reunir condições de ser reconduzido à presidência da Câmara.

Já Alckmin afirmou que estar do lado do DEM nas eleições "é tudo que queremos".

Para o presidenciável do PSDB, as alianças entre os partidos só deve ser definida no final de julho, e a campanha só iniciará de fato com o horário eleitoral, em 31 de agosto.

"A campanha vai começar mesmo depois do horário do rádio e da TV. Vamos ter os melhores palanques", disse Alckmin.

Enquanto o DEM negocia seu futuro nas eleições presidenciais, o partido fechou apoio à pré-candidatura de João Doria ao governo de São Paulo.

O anúncio da aliança estadual vai ser feito em coletiva de imprensa hoje.

Com isso, o líder do DEM na Câmara e ex-secretário do governo Alckmin, Rodrigo Garcia, desiste oficialmente de ser candidato a governador e passa a ser considerado para vice de Doria na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O fechamento da vice candidatura, no entanto, não deve ocorrer agora.

Vice de Ciro

Já o pré-candidato pelo PDT, Ciro Gomes, rechaçou, ontem, a possibilidade de ter um representante do mercado financeiro na vice de sua chapa.

"Do mercado financeiro em nenhuma hipótese", disse o ex-governador, que foi um dos presidenciáveis a participar de um congresso de prefeitos organizado pela Federação Catarinense de Municípios (Fecam). "Meu vice será definido na última semana de julho", acrescentou.

Aliança com PSB

A pré-candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, reiterou que seu partido manteve conversas com o PSB, embora não tenha discutido nada de concreto em termos de uma aliança nacional. Em nota, a ex-senadora afirmou que mantém com Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, uma relação de respeito e cordialidade.

Por sua vez, o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do MDB, Henrique Meirelles, declarou que para viabilizar uma candidatura pretende mostrar não apenas sua participação no governo Temer na campanha eleitoral, mas também seu período como presidente do Banco Central nos governos do ex-presidente Lula. Ele ressaltou ainda que não é necessário descolar sua imagem do governo Temer.



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