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Pesquisa feita pela reportagem indicou que, ontem, o menor valor do litro da gasolina nos postos de Fortaleza era de R$ 4,67. (Foto: Thiago Gadelha)

Expectativa Para o Consumidor: Gasolina caiu 7,5% nas refinarias do País desde a greve.

Retração no valor do litro do combustível ainda não chegou totalmente ao bolso dos brasileiros.

15/06/2018

O preço da gasolina nas refinarias de petróleo - valor sem impostos, custo do frete e margem das distribuidoras e postos de combustível - caiu 7,5% desde 22 de maio último, um dia depois da deflagração do protesto dos caminhoneiros. O valor do combustível vinha em um ritmo crescente até atingir o pico de R$ 2,0867 no dia 22 do mês passado. Desde então, o preço do litro ainda caiu e subiu algumas vezes e é vendido hoje a R$ 1,9351, segundo dados da Petrobras.

É o menor valor desde 15 de maio, quando o litro do combustível era comercializado a R$ 1,9330. Por outro lado, desde 8 de fevereiro, o preço do litro da gasolina acumula alta de 20% - na data, o combustível era comercializado a R$ 1,5732. Dentro desse intervalo, o menor valor registrado foi de R$ 1,44 por litro de gasolina nas refinarias, no dia 16 de fevereiro.

O menor preço ontem encontrado pela reportagem nas bombas de combustível de Fortaleza foi R$ 4,67. Nessa quinta-feira (14), a Petrobras anunciou que o preço médio do litro da gasolina sem tributo nas refinarias, que entra em vigor hoje, será mantido em R$ 1,9351. Já o preço do óleo diesel segue congelado em R$ 2,0316.

O diesel acumula queda de 14,3% desde o último dia 22, impulsionado pela decisão do governo em assegurar desconto de R$ 0,46 no preço do litro do diesel para atender parte das reivindicações dos caminhoneiros. Nas refinarias, o valor do combustível caiu de R$ 2,3716 a R$ 2,0316. Em comparação a 8 de fevereiro, o litro ainda acumula aumento de 11,8%.

Demanda do mercado

Na avaliação do consultor da área de Petróleo e Energia Bruno Iughetti, a queda do valor da gasolina nas últimas semanas se deu pela maior demanda interno e por fatores externos, uma vez que permanece flutuando de acordo com a cotação do mercado e variação cambial. "No caso do petróleo cru, no mercado internacional, está havendo uma oferta significativa em petróleo, fazendo com que os preços se reduzissem", aponta.

Mas ele destaca que ainda não é possível prever a tendência dos preços para um combustível, uma vez que a Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) devem elaborar uma nova sistemática de precificação, ainda não definida. "Essa nova sistemática provavelmente vem alterar os reajustes a nível diário, para que se tenha uma previsibilidade de preço a cada 30 dias, mas não está confirmado", diz.

Já em termos de diesel, os preços devem ficar estabilizados com os R$ 0,46 de diferença para menos até o fim de julho. "Esse é o prazo que o governo colocou para a aplicação dos valores referentes ao PIS/Cofins e a Cide. Até o fim de julho, o diesel deve permanecer dentro dessa margem de preço. Mas a tendência a partir daí vai depender da escolha política do governo", explica o consultor.

Iughetti aponta que o governo tem que encontrar uma saída para que haja uma folga que permita os preços se manterem na faixa de desconto de R$ 0,46. "Creio que, em agosto, não deverá permanecer esse desconto. A tendência é que passe a ter alguns reajustes inferiores aos que vinham sendo praticados", diz.



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