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O presidenciável do PDT busca apoios em diferentes campos ideológicos, acenando tanto para o DEM de Maia quanto para o PSB de Lacerda. (Foto: AFP)

União de Esquerda "Improvável": Ciro diz que País precisa ter foco em superar crise.

Semana é marcada por conversas de líderes dos partidos para formação de alianças para a corrida presidencial.

16/06/2018

Tiradentes/Rio. O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes afirmou ser "improvável" a união dos partidos de esquerda e, que apesar de lamentar a situação de Lula, o País precisa pensar em superar a crise. Ele disse ainda que não foi feito, ao menos por enquanto, um pacto de "não agressão" entre as legendas.

Sobre apoios futuros para quando começar a campanha, ele disse que o partido tem conversado muito com o pré-candidato do DEM, Rodrigo Maia, embora diga que ainda há muita especulação sobre as alianças.

Ciro esteve acompanhado durante o evento do ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB), pré-candidato ao governo de Minas. Ele teve seu nome cotado para ocupar a vice de chapa do pedetista. "É uma hipótese remota e incerta", disse Lacerda.

Ao falar sobre o assunto, o ex-governador do Ceará deixou claro que deseja ter um representante de Minas Gerais ao seu lado na coligação. "Mas se houver para mim, um privilégio de carregar na minha chapa um mineiro ou uma mineira seria uma honra muito especial".

Por sua vez, o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), minimizou o assédio de Ciro a partidos que tradicionalmente integram o arco de alianças petista, como o PSB.

"Nós estamos trabalhando por uma composição com o PSB e o PCdoB, que passa pela subordinação dos palanques regionais à aliança nacional. Nossa prioridade é a aliança nacional".

Outros pré-candidatos

Já o presidente da Câmara e pré-candidato Rodrigo Maia (DEM) disse que continua trabalhando com vistas ao Palácio do Planalto e que não conversou com Ciro sobre eventual apoio.

O pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB), por sua vez, ampliou a projeção de alianças para sua candidatura. O tucano estimou na sexta (15) que o número de partidos na sua coligação poderá chegar a oito. Até dias atrás, Alckmin trabalhava com uma estimativa mais modesta - apenas cinco partidos (PSDB, PSD, PPS, PTB e PV). "Nós temos hoje cinco partidos em alianças. Acho que vai crescer para uns sete, podendo chegar a oito", comentou o tucano.

Já o pré-candidato pelo Podemos, Álvaro Dias, disse que está negociando com cinco partidos para tentar formar uma aliança antes das convenções. "Até o início de julho teremos que ter alguma definição", afirmou.

Financiamento

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou que o montante total do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) será de R$ 1,716 bilhão.

O fundo será repartido entre os diretórios nacionais dos 35 partidos com registro no TSE.

Essas serão as primeiras eleições gerais do País na vigência da proibição de doação financeira de empresas a candidatos e partidos políticos, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em 2015.

Por causa disso, os recursos do Fundo Eleitoral representam a principal fonte de financiamento da campanha.



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