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(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Economia Brasileira: Cenário de incertezas faz investidor rever aplicações.

Nos últimos cinco meses, o contexto nacional e internacional sofreu mudanças relevantes, modificando as projeções feitas para a economia brasileira neste ano. A nova realidade traz a necessidade de reavaliar os riscos e eleger melhores opções para fazer o dinheiro render mais.

16/06/2018

Se no início do ano havia expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de 2,5%, para 2018, com o dólar fechando o ano cotado a R$ 3,34, passado pouco mais de cinco meses, o cenário mudou. Praticamente todas as projeções feitas pelos economistas consultados semanalmente pelo Banco Central do Brasil (BC) foram revisadas, com a atividade econômica evoluindo em velocidade aquém da esperada devido a incertezas tanto no cenário externo como interno.

No início deste mês, o dólar chegou a patamar de R$ 4,00, logo após a greve dos caminhoneiros, no fim de maio, o que impactou tanto no resultado das empresas como na atividade econômica do País. Segundo o último Boletim Focus do Banco Central, de 8 de junho, é esperado um crescimento do PIB de 1,9%, com dólar a R$ 3,50, e os impactos nos mais diversos tipos de investimentos já são visíveis, seja no mercado de ações, como nos títulos públicos do governo, negociados pelo Tesouro Direto.

Embora a percepção, hoje, seja pior do que a projetada em janeiro deste ano, o economista Sérgio Melo ressalta que, ainda assim, a tendência de melhora do ambiente econômico, embora mais lenta, permanece. "Nos anos de 2014, 2015 e 2016, somados, o País vivenciou um período de PIB negativo próximo a 8%. E a partir de 2017, a economia voltou a crescer, mesmo que timidamente, em 1%", ele diz. "A expectativa para 2018 e para os anos seguintes é de crescimento em torno de 3%. Ocorre que o cenário mudou por diversos fatores. Mudou por problemas internos, políticos e externos, que afetaram a nossa economia, mas a tendência não mudou".

Influências

Além dos fatores internos, sobretudo por se tratar de um ano de eleições presidenciais, o ambiente internacional, com possibilidade de guerra comercial entre Estados Unidos e China, por exemplo, e alta dos juros americanos, o que pressiona os mercados emergentes, é outro fator de risco para os investidores.

"Tivemos grandes mudanças de cenário internacional neste primeiro semestre, e aqui no Brasil vamos ter eleições, com tudo ainda em aberto. Estamos a três meses da eleição e ainda não temos clareza de quem serão os candidatos. E esse é um ponto negativo para a leitura das perspectivas para a economia", diz Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos.

Bolsa de Valores

Desde a greve dos caminhoneiros, no fim de maio, o índice Ibovespa caiu mais de 10%, e já está quase 20% abaixo da máxima do ano, obtida em 26 de fevereiro. A taxa básica de juros, determinada pelo BC parou de cair e alguns economistas acreditam em possibilidade de alta nas próximas reuniões do Copom, o que altera o nível de risco para aplicações tanto na renda variável como na renda fixa. Diante da atual conjuntura, a recomendação é que o investidor, antes de tomar qualquer decisão, avalie a sua disposição para correr riscos e o prazo que pretende deixar seu capital investido. E independentemente de qual seja o seu perfil, é preciso analisar, pelo menos, três fatores antes de investir: liquidez, rentabilidade e segurança. E, a partir daí, escolher qual o melhor.



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