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(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

No CearáConsumo de água reduz 21% em quatro anos.

A Cagece informa, ainda, que, mesmo diante da redução, a orientação é continuar com a vigilância no consumo.

18/06/2018

O volume de água consumido no mês de abril de 2018, segundo a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), teve uma redução, se comparado com igual período dos quatro anos anteriores, antes do agravamento da crise hídrica. 10,57 m³/s foi o consumido em abril deste ano, apontando menos 21%, se comparado a abril de 2014, que teve 13,37 m³/s de consumo.

A redução passou a ser mais significativa em 2016, após a implantação da tarifa de contingência, em dezembro do ano anterior. Dessa forma, em abril de 2016, o consumo de água caiu de 13,37 m³/s para 11,62 m³/s. Desde então, o número continuou a diminuir, chegando a 10,49 m³/s, em 2017.

A cobrança da tarifa de contingência foi autorizada devido ao agravamento da crise hídrica. O plano surgiu como tentativa de estimular a população a diminuir o consumo de água e atinge 17 municípios. De janeiro de 2016 a abril de 2018, a Cagece afirma ter arrecadado R$ 228,8 milhões. A tarifa deve permanecer, pelo menos até junho de 2019, período em que a empresa espera arrecadar mais R$ 184 milhões. Já foram investidos R$ 146, 9 milhões no Plano de Segurança Hídrica do Estado, conforme a Cagece, na retirada de vazamentos, por exemplo.

Outra forma de economizar a água de forma eficiente está sendo estudada pelo Grupo de Pesquisa em Telecomunicações sem Fio (GTEL), da Universidade Federal do Ceará (UFC). Considerando que grande parte do desperdício é provocada por ligações clandestinas ou vazamentos no sistema de distribuição de água, a ideia é usar pequenos sensores, que seriam depositados nas tubulações de abastecimento, onde, segundo o Grupo de Pesquisa, a perda da água geralmente acontece, sobretudo por conta de vazamentos entre um ponto e outro do sistema.

Lá, os sensores transmitiriam informações sobre a água, como volume e qualidade, para servir de indicadores do que pode ter ocorrido no trajeto do recurso hídrico. "A partir disso, a gente pode tentar prever ou inferir onde está tendo algum grau de perda dessa água ou se está tendo um furo no sistema de distribuição", explica o professor Charles Casimiro, do Departamento de Engenharia de Teleinformática.

Segundo o professor, os sensores ainda estão sendo desenvolvidos por algumas empresas, mas não de forma comercial. O projeto da UFC trabalha na transmissão dos dados capturados pelos sensores com o intuito de flexibilizar e facilitar o processo de coleta dos dados.

A aplicabilidade dos sensores colocaria em questão vários aspectos, como interesses econômicos. Mas Charles afirma que teria toda a condição de a Cagece usar o equipamento. O benefício visualizado pelo projeto é um monitoramento mais preciso da distribuição de água, em que a Cagece não precisaria paralisar o fornecimento de água em todo bairro, por exemplo, para identificar algum vazamento.



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