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Etapa atual inclui quatro conjuntos de campos terrestres, entre eles, está o Polo Fazenda Belém, com dois campos, no Ceará. (Foto: Cid Barbosa)

Ceará: Petrobras inicia nova fase de venda de campos.

Interessados receberão cartas-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento.

19/06/2018

Parte dos desinvestimentos da Petrobras no Ceará, a venda de campos de exploração de petróleo terrestres no Estado chegou a uma nova fase ontem (18), segundo informou a estatal. Foi iniciada a fase vinculante dos processos para a cessão da totalidade dos direitos de exploração, desenvolvimento e produção das concessões em quatro conjuntos de campos terrestres, entre os quais o Polo Fazenda Belém, com dois campos, no Ceará.

Nesta etapa do projeto, os interessados habilitados na fase anterior receberão cartas-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para a realização de "due diligence" (auditoria) e para o envio das propostas vinculantes. Também fazem parte desta fase o polo Macau (7 campos), no Rio Grande do Norte, e os polos Sergipe 1 (6 campos) e Sergipe 3 (1 campo), no Sergipe.

Segundo a estatal, após esta, as próximas etapas são a concessão de exclusividade para negociação, quando for o caso; a aprovação da transação pela alta administração (Diretoria Executiva e Conselho de Administração) e assinatura dos contratos; e, por fim, a de fechamento da operação (closing). Procurada pela reportagem, a Petrobras não informou, contudo, quais empresas já estariam habilitadas no processo.

Declínio

De acordo com o presidente do Sindicato dos Petroleiros dos estados do Ceará e do Piauí (Sindipetro-CE/PI), Jorge Oliveira, a categoria acredita que a iniciativa privada não vai querer adquirir os campos por se tratarem de áreas em declínio de produção. "A Fazenda Belém produz entre 400 e 500 barris diários de petróleo. Nas plataformas no mar, a produção chega a 4 ou 5 mil barris, mas só tem até 2025. É ínfimo", avalia.

Empregos

A Fazenda Belém, que se estende pelos municípios de Icapuí, Aracati e Jaguaruana, gera atualmente cerca de 250 empregos diretos, segundo o presidente do Sindipetro-CE/PI. "De funcionários da Petrobras, devem ter, no máximo, 15. O restante é de contratados para executar serviços de manutenção, limpeza, verificar tubulação", explica Oliveira, destacando que a tendência é que o número de empregados diminua cada vez mais com os desinvestimentos.

Como não acredita que devam aparecer interessados em adquirir a operação desses campos de exploração - a não ser que seja acordada a venda conjunta com outros campos que deem lucro -, o presidente preocupa-se que a estatal decida, então, fechar os postos. "É mais provável que a Petrobras feche os campos do que os venda, ou vai dar a preço de nada para a empresa assumir o risco", lamenta.

Leilão

A realização da 15ª rodada de concessões de petróleo e gás, no fim de março, frustrou as expectativas cearenses, que esperavam movimentar ao menos R$ 54 milhões com o leilão de 12 blocos localizados na Bacia Ceará. Com a venda de apenas dois - uma na Bacia Potiguar (em águas do Ceará) para a Petrobras e outro na Bacia Ceará para a alemã Wintershall -, a movimentação foi de apenas R$ 14,13 milhões, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustível (ANP).



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