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Ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), disse que uma aliança está encaminhada com quatro partidos, sem incluir o partido de Temer. (Foto: AFP)

Presidenciáveis: Geraldo Alckmin diz não ter aberto conversas com MDB.

Pré-candidato tucano evitou comentar se a baixa popularidade de Temer seria "tóxica" na corrida presidencial.

20/06/2018

São Paulo/Rio de Janeiro/Belo Horizonte. O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, reiterou, ontem, que não conversa com o MDB sobre uma aliança no plano nacional neste momento, uma vez que o partido tem candidatura própria, a do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. O tucano também minimizou a dificuldade em fechar alianças e lembrou que nenhum outro pré-candidato fez as parcerias ainda. "Nós já temos aliança encaminhada com quatro partidos. Agora, com o MDB não tem conversa porque tem eles têm candidato", afirmou o tucano.

"O fato é que, por causa das mudanças eleitorais, as decisões de aliança e de vice, que eram sempre em junho, agora serão no fim de julho ou no início de agosto", resumiu o tucano.

Alckmin evitou comentar sobre se a baixíssima popularidade do presidente Michel Temer não seria "tóxica" para a sua campanha, mas ressaltou a importância de estabelecer pontes e canais de diálogo e elogiou o trabalho que o ex-governador de Goiás Marconi Perillo e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) têm feito em nome de sua campanha.

O ex-governador também procurou desfazer a polêmica criada após ter chamado o emedebista de ilegítimo, dizendo que foi mal entendido. "Eu já fui governador com e sem voto, é diferente. Presidente Temer não teve voto, então tem muito mais dificuldade, para passar reformas constitucionais. O Itamar (Franco) também não fez nenhuma emenda constitucional", exemplificou Alckmin.

Já o deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não desistiu de ter o apoio do PR na eleição. Ele diz que seu plano A para vice continua sendo o senador capixaba Magno Malta e que pelas conversas que tem em Brasília há um apoio significativo a ele na legenda. "Metade do PR me quer. Acham que atrai voto, atrai simpatia nos estado", disse.

Bolsonaro não vê problema no fato de a legenda cobiçada ter como principal liderança o ex-deputado Valdemar Costa Neto, que foi condenado e preso no escândalo do mensalão.

Irritação

Por sua vez, o pré-candidato Ciro Gomes (PDT) se irritou diante de uma plateia de prefeitos e deixou o palco sob vaias no Congresso Mineiro de Municípios, em Belo Horizonte.

Ciro considerou pouco o tempo de cinco minutos de fala e de três minutos para resposta concedidos no evento e perdeu a cabeça quando foi interrompido após a primeira pergunta. O formato é o mesmo para os outros pré-candidatos.

A segunda pergunta, feita em seguida, era semelhante, e ele se indignou pois foi interrompido ao falar sobre aquele assunto.

"Eu estava respondendo e fui interrompido na resposta para em seguida me perguntarem a mesma coisa. Vocês acham isso razoável?", questionou. Segundo Ciro, ele não foi avisado que teria só cinco minutos para falar de temas importantes como tributos e federalismo.

"Falar coisa séria por cinco minutos. Vocês acham delicado isso? Eu não sou demagogo", disse Ciro, que costuma se alongar em exposições sobre economia nos eventos. "A conversa fiada é solução pra qualquer tipo de problema", ironizou. Diante do tom irritado de Ciro, a plateia começou a protestar. "Sou convidado de vocês. Escuta se não eu me retiro", disse.



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