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Presidente do Supremo comentou que não há "qualquer dúvida" sobre a conduta dos colegas de Corte. (Foto: STF)

Cármen Lúcia arquiva inquérito contra ministros do STF.

22/06/2018

Brasília. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, informou, na abertura da sessão plenária de ontem, ter determinado a extinção e o arquivamento definitivo da investigação aberta, a pedido dela, pela Polícia Federal, para apurar citação a ministros da Corte na delação de executivos da empresa JBS, do grupo J&F.

A decisão foi tomada após o chefe da PF, Rogério Galloro, entregar o relatório final das investigações à Cármen Lúcia. Segundo o documento, "não foram encontradas gravações que indicassem qualquer participação de ministros do Supremo Tribunal Federal envolvidos e ou citados em qualquer ato ilícito".

Com base no relatório da PF, Cármen Lúcia afirmou que "não houve, não há qualquer dúvida, que tenha sido extraída de qualquer documento sobre a conduta de qualquer um ministro do STF naquela e em qualquer outra ocasião que tenha chegado a esta presidência". "Esse esclarecimento se faz necessário e a finalização desta investigação é importante porque sobre este Supremo Tribunal Federal, que tem o compromisso da guarda da Constituição, que tem como um de seus princípios a moralidade pública, não poderia pender qualquer tipo de mais leve dúvida sobre a conduta daqueles que compõe, que integram este Supremo Tribunal Federal", citou.

Investigação

Em setembro de 2017, Cármen Lúcia pediu ao então diretor-geral da PF Leandro Daiello que abrisse uma investigação célere para apurar citações a ministros do STF em áudios entregues pela JBS para embasar as delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, executivos da empresa.

Os áudios foram entregues pelos executivos, aparentemente por descuido dos advogados, à PGR em 31 de agosto, em meio a milhares de arquivos da delação. O teor das gravações levou o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a pedir a revogação do acordo de colaboração. O pedido ainda não foi analisado pelo Supremo.

Após a liberação dos áudios, a presidente do STF gravou um vídeo, no qual afirmou que uma investigação seria necessária para não haver dúvidas sobre a dignidade dos membros do STF.



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