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Em nota, empresário disse que "jamais contratou, pagou, ofereceu ou autorizou que fosse oferecida qualquer vantagem indevida" ao ex-procurador. (Foto: Agência Brasil)

"Vantagens" em Delação: PGR denuncia Joesley e Miller por corrupção.

Procuradoria diz que ex-procurador da República Marcello Miller foi "estrategista" de acordos de delação.

26/06/2018

Brasília. O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-procurador a Marcello Miller, os delatores do grupo J&F Joesley Batista e Francisco de Assis, e a advogada Esther Flesch sob acusação de corrupção.

A denúncia, apresentada ontem, afirma que Joesley e Francisco ofereceram vantagens indevidas a Miller, se aproveitando da condição dele de membro auxiliar do grupo de trabalho da Lava-Jato, para conseguir um bom acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), envolvendo imunidade para se livrar dos crimes que cometeram.

A peça de acusação sustenta que uma fatura de R$ 700 mil emitida por um escritório de advocacia contratado pelo grupo J&F mostra que, ilicitamente, o ex-procurador receberia pelas horas trabalhadas para os delatores quando ainda estava no Ministério Público. Para o procurador Frederico Paiva, da Procuradoria do Distrito Federal, que assina a denúncia, "um procurador da República integrante do grupo da Lava-Jato foi o estrategista dos acordos de colaboração", orientando delatores a "obter os benefícios da imunidade, ajudando a redigir anexos, prestando aconselhamentos jurídicos". Agora, a Justiça Federal do Distrito Federal terá de decidir se os quatro se tornarão réus.

Miller e Esther são acusados de terem cometido o crime de corrupção passiva, e os executivos do J&F, de corrupção ativa.

O ministro-chefe de Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse esperar que as investigações do MPF que apuram irregularidades na delação premiada de executivos da J&F avancem sobre o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Defesa

Em nota, a defesa de Joesley diz que o empresário "jamais contratou, pagou, ofereceu ou autorizou que fosse oferecida qualquer vantagem indevida ao senhor Marcello Miller, outrora sócio do escritório TRW". A defesa de Esther disse que recebeu com profunda indignação a notícia.



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