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A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 106,192 bilhões em maio, aumento real de 5,68% ante igual mês de 2017. (Foto: JL Rosa)

Maior Desde 2014: Arrecadação da União salta 7,81% em 5 meses.

De janeiro a maio deste ano, a receita do governo federal somou o total de R$ 603,400 bilhões.

27/06/2018

Brasília. A recuperação da economia e os tributos cobrados sobre os combustíveis fizeram a arrecadação federal crescer em maio e alcançar o maior patamar para o mês desde 2015. A União arrecadou R$ 106,192 bilhões no mês passado. O valor representa crescimento de 5,68% em relação a maio de 2017, acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Nos cinco primeiros meses do ano, a receita do governo somou R$ 603,400 bilhões, uma alta de 7,81% acima do IPCA em relação a igual período de 2017. Esse também é o maior montante para o período desde 2014, em valores corrigidos pela inflação.

De acordo com a Receita Federal, a arrecadação aumentou R$ 5,700 bilhões em relação a abril do ano passado em valores corrigidos pelo IPCA. Desse total, R$ 1,566 bilhão foram provocados pela elevação de tributos sobre os combustíveis e R$ 611 milhões decorreram do Programa Especial de Regularização Tributária (Pert), também conhecido como Novo Refis. No entanto, se forem descontados fatores externos, a arrecadação teria crescido 4,26% acima da inflação na mesma comparação.

Em vigor desde o fim de julho do ano passado, a elevação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis reforçou os cofres federais em R$ 2,848 bilhões em maio, contra R$ 1,282 bilhão no mesmo mês de 2017. A alta de 8,94% na produção industrial fez a arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) subir 11,58% acima do IPCA na mesma comparação.

Cobranças

As ações de cobrança de contribuições previdenciárias em atraso e depósito judiciais também contribuíram para o aumento da arrecadação. No período de janeiro a maio de 2018, foram R$ 46,2 bilhões. Esse resultado é 14,5% superior ao mesmo período de 2017. As receitas não administradas pelo Fisco cresceram 36,92% na mesma comparação, saltando de R$ 1,620 bilhão para R$ 2,281 bilhões se for descontada a inflação.

Recuperação

Segundo a Receita Federal, o aumento de 8,6% nas vendas de bens, além do reajuste das alíquotas sobre os combustíveis, impulsionou a arrecadação de PIS/Cofins em maio, que cresceu 11,32% acima da inflação oficial em relação a maio do ano passado. A alta de 8,94% na produção industrial fez a arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) subir 9,75% acima do IPCA na mesma comparação.

A arrecadação de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) subiu 15,57% acima da inflação em maio em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo a Receita, o aumento na arrecadação pela estimativa mensal por grandes empresas fora do setor financeiro puxou o crescimento.

A recuperação do emprego formal fez a arrecadação das contribuições para a Previdência Social crescer 1,07%, descontado o IPCA, na mesma comparação. Segundo a Receita, a soma dos salários na economia cresceu 3,39% em abril (fato gerador para o mês de abril), atualizado pela inflação, houve um aumento real de 0,61% dos salários.



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