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Líder nas pesquisas de intenção de voto, o deputado Jair Bolsonaro é réu por incitação ao crime de estupro. Ele foi denunciado pelo MPF em 2014. (Foto: AFP)

Por Disputa Presidencial: Meirelles e PSDB miram críticas em Bolsonaro.

Tanto pré-candidato emedebista quanto campanha tucana buscam expor pontos fracos de nome do PSL.

28/06/2018

Brasília. O pré-candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, decidiu adotar tom mais agressivo contra os adversários Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT), na tentativa de conquistar principalmente o público feminino. Um vídeo da campanha de Meirelles que será postado hoje nas redes sociais, exibe cenas de violência verbal de Bolsonaro contra mulheres, além do destempero retórico de Ciro. A estratégia foi desenhada para expor fragilidades e polêmicas dos dois rivais de Meirelles, com o objetivo de mostrar os riscos de o eleitorado apostar naquilo que a campanha do MDB chama de "aventura" nas eleições de outubro.

O vídeo recupera um episódio de 2013, quando Bolsonaro xingou a deputada Maria do Rosário (PT-RS) de "vagabunda", no Salão Verde da Câmara. Líder nas pesquisas de intenção de voto, o deputado é réu por incitação ao crime de estupro. Foi denunciado pelo Ministério Público por dizer à petista, em 2014, que ela não merecia ser estuprada porque era "muito feia".

Em outra cena do filme, Bolsonaro aparece irritado em uma entrevista coletiva. "Você é uma idiota. Você é uma analfabeta", diz ele a uma jornalista. Ciro, por sua vez, é apresentado como um político de temperamento explosivo e incontrolável.

Desde que começou a ser apontado como possível nome apoiado por Temer na disputa pelo Palácio do Planalto, Meirelles tem criticado o que considera posturas demagógicas dos dois pré-candidatos. No ano passado, em entrevista a uma emissora de rádio, o ex-ministro da Fazenda já havia dito: "particularmente, acredito que vá ganhar a eleição quem defenda a agenda de mudanças modernizantes na economia, que gerem empregos e com mensagens não populistas". Com apenas 1% das intenções de voto, Meirelles faz agora um movimento de ataque para se diferenciar na corrida eleitoral. No Palácio do Planalto, auxiliares de Michel Temer avaliam que o ex-titular da Fazenda precisa vestir o figurino de candidato.

Em conversas reservadas, dirigentes do MDB afirmam que Meirelles tem prazo até meados de julho para crescer. A candidatura do ex-chefe da equipe econômica ainda precisa passar pelo crivo da convenção do MDB.

Alckmin

Também mirando em fatia do eleitorado feminino que rejeita Bolsonaro, a pré-campanha de Alckmin intensificará as críticas a falas polêmicas do adversário sobre mulheres e outras minorias. Ontem, estreou a série intitulada "Bolsonaro? Tô Fora!".

No filme de um minuto, sem citar Bolsonaro nominalmente, uma atriz diz que não pode "confiar em alguém que é a favor da violência, é machista, racista e homofóbico". "Cara, você só fala absurdo!", afirma.

Marina

Além de tentar se eleger sem nenhum partido aliado até agora, a pré-candidata da Rede, Marina Silva, e seus estrategistas políticos têm que vencer um desafio dramático, que coloca em xeque a própria sobrevivência do partido. Estreante nessa eleição, com apenas dois deputados federais e um senador, a legenda criada em 2015 precisa cumprir a cláusula de barreira aprovada pelo Congresso para acabar com a farra dos partidos nanicos.



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