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Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou pedido mesmo sem ouvir a manifestação da Procuradoria-Geral da República. (Foto: STF)

Por Mais 60 Dias: Inquérito dos Portos prorrogado.

Em relatório, delegado do caso constatou que empresa do coronel Lima foi colocada à disposição de Temer.

30/06/2018

Brasília. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prorrogação do inquérito envolvendo o presidente da República Michel Temer (MDB) por mais 60 dias. Já é a terceira vez que o inquérito, que apura se o presidente teria se envolvido em um esquema de corrupção para beneficiar empresas do setor portuário, é prorrogado. No despacho o ministro aponta que há um "volume expressivo de providências já tomadas e um conjunto relevante de informações obtidas" até agora pela Polícia Federal no âmbito da investigação.

Barroso aceitou o pedido do delegado Cleyber Malta Lopes sem ouvir antes a manifestação da Procuradoria-Geral da República, diante das vésperas do recesso judiciário, já que não haveria tempo da PGR se manifestar, e do "conteúdo da peça em que foi formulado o pedido", em referência a solicitação encaminhada pelo delegado.

A investigação, que tem causado transtornos ao presidente por ter avançado sobre as reformas de um imóvel de sua filha, foi iniciada a partir das delações de ex-executivos do Grupo J&F, controlador da JBS.

Nas interceptações telefônicas da Operação Patmos e na ação controlada, a PF flagrou uma articulação entre o ex-assessor de Temer, Rocha Loures, e um executivo da empresa Rodrimar, Ricardo Mesquita, para publicação de um decreto presidencial que poderia favorecer a empresa, concessionária de áreas no Porto de Santos. Apesar da suspeita inicial sobre a Rodrimar, a PF acabou avançando para outras empresas do setor.

Relatório

O delegado Cleyber Malta Lopes, da Polícia Federal, afirma em relatório enviado na quinta-feira (28) ao STF que a estrutura financeira da Argeplan, empresa do coronel João Baptista Lima Filho, foi colocada à disposição de "demandas da vida pública e privada" de Temer.

Segundo o delegado, "os elementos colhidos indicam que a Argeplan e sua estrutura financeira e funcional por diversas vezes foi colocada em atendimentos de demandas da vida pública e privada do excelentíssimo presidente Temer". Segundo o relatório, os vínculos de Temer com o coronel ganham "mais relevância" por causa dos serviços prestados pela empresa do coronel à reforma na casa de Maristela Temer, filha do presidente, alvo do mesmo inquérito".



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