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Ex-ministro de Temer negou convite e disse que receberia o apoio do PSDB "com satisfação" no 2º turno. (Foto: AFP)

Aliança: Perillo faz ofensiva por Meirelles vice.

03/07/2018

São Paulo. Coordenador da pré-campanha do ex-governador paulista Geraldo Alckmin à Presidência da República, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo sugeriu, ontem, uma aliança com o MDB para que o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles dispute a eleição como candidato a vice-presidente na chapa do tucano. Meirelles rejeitou a proposta e sugeriu que o PSDB pode apoiá-lo no segundo turno.

"O momento agora é de um líder democrático como o Alckmin e seu partido, PSDB, mais as lideranças políticas e um expressivo representante de mercado com vivência e experiência política como é Henrique Meirelles", disse Perillo durante palestra, em São Paulo.

A declaração foi o primeiro aceno explícito da campanha tucana a Meirelles e ao MDB depois da chegada de Perillo ao comando político da pré-campanha de Alckmin. O ex-governador paulista, porém, tem reiterado que não fará defesa do governo Michel Temer - um requisito do Planalto.

Marconi Perillo afirmou que um acordo entre Alckmin e Meirelles seria uma "inovação" e que ambos poderiam ser "os fiadores e comandantes de uma nova aliança que garanta desenvolvimento, crescimento econômico e o resgate do nosso Estado de Direito democrático".

Ele também avaliou que PSDB e PT devem retomar a polarização ao longo da campanha.

Negativa

Meirelles disse não ter sido procurado para conversas recentes pelos tucanos - e negou também ter buscado interlocução com Alckmin e aliados.

Ele rechaçou a possibilidade de ingressar como vice na chapa do tucano, quando questionado sobre a proposta de Perillo. "Teremos grande satisfação em receber o apoio do PSDB no segundo turno da eleição", disse o ex-ministro, que foi filiado ao PSDB.

Meirelles ainda enfrenta resistências no MDB para se sagrar candidato ao Planalto.



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