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Ciro Gomes esteve na concentração do cortejo, em Salvador, e encontrou ACM Neto, que admitiu como possível o apoio do DEM ao ex-ministro. (Foto: Folhapress)

Pré-candidatos: Ciro e Boulos disputam eleitores de Lula, na BA.

Durante comemoração da Independência da Bahia, presidenciáveis olham quadro eleitoral e eventuais alianças.

03/07/2018

Salvador. Não teve conversa. Interpelado por Binha de São Caetano, torcedor símbolo do Esporte Clube Bahia, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) gastou o verbo para tentar ganhar mais um eleitor. "Apoiei Lula por 16 anos. Isso não conta?", disse Ciro ao possível eleitor, no que foi logo retrucado: "Se Lula te apoiar, voto em você. Mas só se Lula te apoiar".

De olho no eleitorado lulista, os presidenciáveis Ciro Gomes e Guilherme Boulos (PSOL), participaram, ontem, do desfile cívico do 2 de Julho, data que marca a Independência da Bahia, nas ruas do centro histórico de Salvador. Ciro chegou por volta das 7h no largo da Lapinha, concentração do cortejo, onde cumprimentou o governador da Bahia Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM). Mas não caminhou ao lado de nem um, nem do outro.

Usando uma bota ortopédica após um acidente doméstico, Ciro deixou o cortejo ainda na concentração. Mas não sem antes cortejar eleitores petistas, pessebistas. Ao avaliar os partidos protagonistas da política baiana, se disse mais próximo ao PT, e reafirmou o apoio de sua sigla à reeleição do governador Rui Costa. Nacionalmente, disse estar focado na negociação com o PSB. Evitou falar sobre uma possível aliança com o DEM, mas se disse aberto a negociar com partidos fora do campo da esquerda, mirando a governabilidade.

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), disse que o apoio a Ciro é uma possibilidade em discussão no partido, que deve definir seu futuro nas próximas duas semanas. "A gente não pode deixar de considerar Ciro como uma hipótese, uma alternativa", disse o prefeito, que caminhou no cortejo ao lado de José Ronaldo, pré-candidato do seu partido ao governo da Bahia.

Já o ex-governador da Bahia Jaques Wagner criticou uma possível aliança de Ciro com partidos com o DEM. "É uma decisão dele. Mas, pessoalmente, acho que seria um equívoco", disse.

As presidenciáveis Marina Silva (Rede) e Manuela D'Ávila (PCdoB) eram esperadas para o cortejo, mas acabaram não confirmando a vinda para a Bahia.

PSOL

Também participante do desfile, o pré-candidato do PSOL, Guilherme Boulos, rebateu o filósofo Mangabeira Unger, um dos principais conselheiros de Ciro, e afirmou que "o DEM é um partido de direita sem a menor dúvida". A declaração do presidenciável aconteceu dois dias após Unger, num aceno ao DEM, afirmar que não enxerga o partido como de direita. "É preciso ver onde cada um estava no verão passado. Nós estávamos enfrentando Temer, enfrentando o golpe".

Já o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad passará a integrar a equipe de advogados que representa Lula. Na condição de advogado, Haddad terá livre acesso à sala onde o petista cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão, na PF, em Curitiba.



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