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A Sesa recomenda que caixas d'águas e potes fiquem tampados; garrafas sejam guardadas com a tampa para baixo; e vasos de plantas sejam enchidos com areia. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

100 Municípios: Cidades recebem verba para combate ao Aedes.

Os R$ 10 milhões devem beneficiar mais de 3 milhões de habitantes nos municípios classificados.

03/07/2018

Pouco mais de um ano após a Instituição do rateio de R$10 milhões para investimento em ações de combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, por parte do Governo do Estado, em junho do ano passado, 100 municípios cearenses foram selecionados pela Secretaria da Saúde (Sesa) para dividir o montante. Eles cumpriram as metas e alcançaram parâmetros satisfatórios nos critérios de avaliação estabelecidos no Termo de Compromisso para controle das arboviroses, dentro da mobilização "Todos contra o Mosquito".

Os recursos devem beneficiar mais de 3 milhões de habitantes nos municípios classificados. Todas as regiões do Estado foram contempladas: de Camocim e Sobral, no Norte, passando por Piquet Carneiro e Senador Pompeu, no Centro, a Salitre e Jati, no Sul. No entanto, a Capital não entrou no rateio; tampouco Caucaia, Maracanaú e Guaiuba, pertencentes à Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Já na região do Cariri, notam-se as ausências das cidades mais populosas: Barbalha, Crato e Juazeiro do Norte. Para participar da divisão, os municípios deveriam ter cumprido seis critérios de execução de ações previstas entre julho e dezembro de 2017: a instituição do Comitê Municipal Intersetorial de combate ao mosquito; o monitoramento dos indicadores de qualidade da vigilância das arboviroses; a cobertura mínima da visita domiciliar de 80% dos imóveis de cada município; a apresentação do Plano Municipal de Ação de Vigilância e Controle das Arboviroses para 2018, e a manutenção ou melhora dos índices de infestação predial.

No primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) deste ano, dos 183 municípios cearenses participantes, 54,6% apresentaram baixa infestação, 34,9%, média infestação e, 10,4%, alta infestação.

O número de cidades com alta infestação pelo mosquito diminuiu de 45, em 2017, para 19, neste ano, uma redução de 65,9%. Por outro lado, o número de municípios com infestação "satisfatória" saltou de 56 para 100. Com o rateio, caberá aos municípios classificados a divisão do incentivo de R$10 milhões. Segundo a Sesa, 69 deles terão incremento superior a 100% ao Piso Fixo da Vigilância em Saúde (PFVS), valor repassado pelo Ministério da Saúde para a execução de ações de vigilância em saúde, compreendendo a vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos. De acordo com a última planilha com a atualização semanal das Doenças de Notificação Compulsória divulgada pela Sesa, compilando informações até 23 de junho, já foram notificados 1.835 casos e nove óbitos por dengue (cinco deles em Fortaleza), e 907 casos (46% na Capital) e nenhum óbito por chikungunya, no Estado, em 2018.

Engajamento

Entre outras ações de mobilização permanente, o Selo Saúde Prédio Saneado, do Governo do Ceará, reconhece as instituições públicas que estruturaram brigadas de combate ao Aedes aegypti e estabeleceram a rotina de inspeção semanal dos prédios que abrigam esses órgãos para mantê-los livres do mosquito transmissor das arboviroses.

Apesar do engajamento do poder público, a Sesa reitera que "só o envolvimento da população traz um resultado efetivo do controle do mosquito Aedes aegypti". Por isso, recomenda que caixas d'águas, potes, barris e bacias fiquem tampados; que garrafas e vasilhas sejam guardadas com a tampa para baixo; e que pratinhos de plantas sejam enchidos com areia.



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