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Apenas na Capital cearense, que concentra 45% das vendas de veículos do Estado, o número de emplacamentos apresentou um crescimento de 12,2% nos primeiros seis meses deste ano, em relação a igual período de 2017. (Foto: Natinho Rodrigues)

1º Semestre: Venda de veículos novos no Ceará avança 7,3%.

De acordo com a Fenabrave, de janeiro a junho deste ano, foram vendidas 52,5 mil unidades no Estado.

04/07/2018

No primeiro semestre, a venda de veículos novos no Ceará cresceu 7,3% em relação ao mesmo período de 2017. Ao todo, foram 52.539 emplacamentos no Estado de janeiro a junho, somando os segmentos de automóveis (20.838), comercial leve (3.323), caminhão (676), ônibus (195), e moto (27.507). Em Fortaleza, que concentra 45% do mercado cearense, a venda de veículos apresentou crescimento de 8,4% no ano. No Brasil, considerando esses mesmos segmentos, os emplacamentos avançaram 12,2%.

Considerando apenas o segmento de automóveis, o principal do mercado nacional, as vendas avançaram 10,4% no Estado, 9,9% na Capital, e 13% no País. Os dados foram divulgados ontem (3) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No Ceará, o segmento de caminhão foi o que apresentou o maior incremento (+21,5%), totalizando 676 unidades vendidas, de janeiro a junho.


(Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Apesar do crescimento, o setor esperava crescimento mais expressivo para o primeiro semestre. Mas a expectativa para o ano ainda é de aumento nas vendas superiores a 10%. "Ao longo do ano, tivemos problemas políticos e, por fim, a greve dos caminhoneiros em maio. E, ainda assim, o setor cresceu", diz o presidente da Fenabrave Ceará, Fernando Pontes. "De todo modo, a gente já sente que há um aquecimento no fluxo nas lojas, que já é bem melhor do que foi no ano passado. Hoje, a regra é não perder cliente".

Sobre a expectativa para este ano, Pontes diz que as vendas no segundo semestre devem ser ainda melhores. "Sempre falamos que no segundo semestre nós iríamos ter um crescimento, porque o mercado está reagindo bem, os bancos estão financiando, com pouquíssimas restrições, o que é muito bom. E tudo indica que vamos ter um ano, com um crescimento de mais de 10%. Só temos que torcer para que não haja nenhum acidente de percurso".

Junho

Na passagem de maio para junho, período que foi negativamente impactado pela greve dos caminhoneiros, as vendas de automóveis no Ceará sofreu queda de 13,4%, totalizando 3.286 unidades. Na Capital, a retração nesse segmento foi de 14,1%, com a venda de 2.255 veículos. No segmento de comercial leve, as vendas caíram 5,1% no Estado (592 unidades), mas apresentaram alta de 8,1% em Fortaleza (318).

A estabilidade de emplacamentos entre maio e junho mostra que as concessionárias ainda não conseguiram retomar o ritmo de vendas anterior à greve. Em abril, último mês completo antes da paralisação, as vendas somaram 217,3 mil unidades no País, enquanto em junho os emplacamentos somaram 201,9 mil, considerando os segmentos de automóveis, comercial leve, caminhão e ônibus.

A greve interrompeu o fornecimento de peças para a produção de veículos e a distribuição das unidades já prontas para as concessionárias. Em relação a junho do ano passado, as vendas cresceram 3,6%.

Projeções para 2018

Diante do novo cenário econômico no País, com a greve e Copa do Mundo, a Fenabrave revisou, pela segunda vez, as projeções para o Setor da Distribuição de Veículos em 2018. Considerando os emplacamentos de todos os segmentos somados (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e implementos, motocicletas, tratores e colheitadeiras), a entidade projeta, para este ano, alta de 9,8% sobre 2017, totalizando 3.420.259 unidades. Inicialmente, a entidade estimava aumento de 13%.

A nova projeção da entidade para os segmentos de Automóveis e Comerciais Leves aponta para crescimento de 9,7% em 2018, chegando a 2.383.184 unidades. Em março, a entidade estimava que os segmentos cresceriam 15,2% no ano. Com a revisão das projeções, o segmento de Caminhões deve registrar alta de 24,8% nos emplacamentos em 2018, atingindo 65.000 unidades. No início do ano, as projeções divulgadas indicavam crescimento de 17%.

Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., os impactos da paralisação ainda devem se refletir nos resultados dos próximos meses. "O resultado mais negativo da greve foi o aumento do sentimento de insegurança do consumidor em adquirir bens duráveis, como um veículo", disse.



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