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Ministro do STF admitiu, em entrevista concedida em junho, que o Rio possui "territórios ocupados". (Foto: STF)

Preventivas e Temporárias: MPF cita Mendes ao defender prisões.

05/07/2018

Brasília/Rio de Janeiro. O Ministério Público Federal (MPF) usou uma entrevista do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para justificar as prisões preventivas e temporárias realizadas ontem na Operação Ressonância. O magistrado foi o responsável por soltar ao menos 35 alvos das investigações da Operação Lava-Jato do Rio de Janeiro desde abril do ano passado. As solturas têm provocado rusgas entre procuradores e o ministro.

A Procuradoria incluiu no pedido de prisão uma entrevista concedida por Gilmar Mendes em que ele afirma que, além da corrupção, o Ministério Público e o Judiciário devem se debruçar sobre organizações criminosas como milícias e PCC.

"Nós temos no Rio de Janeiro um milhão de pessoas nos chamados territórios ocupados. Dominados. E quem está cuidando disto? Todas essas organizações, milícia, PCC... É preciso olhar isto com esta perspectiva, quer dizer, como que se cuida deste poder?", disse o magistrado ao jornal "O Estado de S. Paulo", em junho deste ano. No pedido de prisão, os procuradores da força-tarefa respondem ao comentário do ministro, defendendo as prisões solicitadas.

"O Rio de Janeiro possui não apenas 'territórios ocupados' como também 'órgãos públicos inteiramente ocupados' por agentes corruptos, contribuindo para o atual estágio de total desgoverno que ora se instalou no estado", escreveram os procuradores na peça do MPF.



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