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O principal executivo da multinacional General Eletric (GE), Daurio Speranzini Junior, foi detido no âmbito da Operação Ressonância, no Rio. (Foto: Folhapress)

Lava-Jato mira desvios na Saúde de até R$ 1,5 bi.

PF investiga esquema de corrupção na compra de equipamentos para Instituto Nacional de Traumatologia (Into).

05/07/2018

Rio de Janeiro. O CEO da General Eletric para a América Latina, Daurio Speranzini Junior, foi preso na Operação Ressonância, deflagrada ontem pela Polícia Federal. A investigação é um desdobramento da Operação Fatura Exposta, que prendeu o ex-secretário de Saúde Sérgio Côrtes em abril de 2017. Ela aponta fraudes em licitações da Secretaria de Saúde do Rio e no Instituto Nacional de Traumatologia (Into) desde 1996. O esquema de corrupção nos contratos de compra de equipamentos do Into movimentou R$ 1,5 bilhão em 12 anos.

Segundo o MPF, entre 2006 e 2017, a quadrilha realizou fraudes nas licitações no instituto.

O pedido de prisão contra Sperazini Junior cita principalmente fatos relacionados ao período em que foi CEO da Philips Medical no Brasil, até 2010. A Procuradoria afirma, contudo, que ele "permaneceu realizando as contratações espúrias com o poder público" após assumir o comando da GE no continente. Outra grande multinacional sob investigação é a Johnson & Johnson.

'Pedágio'

Um dos alvos da operação é o empresário Miguel Iskin, que já havia sido preso na Fatura Exposta, e solto em dezembro por decisão de Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Iskin é apontado como um organizador do cartel de pregões internacionais na pasta e no Into desde 1996.

Segundo as investigações, Iskin cobrava um "pedágio" de 13% sobre os valores de contratos para fornecimento de próteses e órteses. A comissão cobrada para empresas internacionais chegava a 40%.

Defesa

Em nota, a GE afirmou que a empresa não é alvo das investigações e que está à disposição para colaborar com as autoridades.

"As alegações são referentes ao período em que o executivo atuou na liderança de outra empresa", diz o comunicado.

A Johnson & Johnson Medical Devices Brasil diz que segue rigorosamente as leis do País e está colaborando integralmente com as investigações em andamento. O Into afirmou que "está à disposição para esclarecimentos da investigação".



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