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Presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que o partido vai fazer "um grande ato" em Brasília para oficializar candidatura lulista. (Foto: Agência Senado)

PT: Gleisi reitera que Lula será candidato após imbróglio.

Lideranças do partido se reuniram em São Paulo e marcaram para o dia 15 de agosto registro de candidatura da sigla.

10/07/2018

São Paulo/Curitiba. Um dia depois do vaivém jurídico em torno da prisão do ex-presidente Lula, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), reafirmou, ontem, que a candidatura dele está mantida.

"Vamos fazer um grande ato em Brasília no dia 15 de agosto para registrar a candidatura de Lula", ela disse, depois de participar de reunião do conselho político do partido, em São Paulo.

O dia 15 de agosto é a data final fixada pela Justiça eleitoral para o registro de candidaturas.

Estiveram no encontro lideranças do PT, entre elas a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-prefeito Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner. Os dois últimos são cotados para substituir Lula na eleição, caso ele seja impedido.

A reunião ocorreu um dia depois de o desembargador Rogério Favreto, plantonista do TRF-4 no domingo, ter determinado a soltura de Lula. A decisão foi cassada pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do caso que condenou Lula.

Favreto, em seguida, voltou a determinar a soltura, mas o presidente do tribunal, Thompson Flores, manteve a prisão. Apesar de Lula continuar preso, Gleisi disse que "outra candidatura não está em discussão". Ela afirmou ainda que o partido pretende fazer uma "grande denúncia internacional" para mostrar o que acontece no Brasil.

Apontado como possível alternativa ao ex-presidente na disputa eleitoral, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner voltou a defender, ontem, o apoio a um candidato de outro partido, caso o petista seja mesmo impedido de concorrer. "Sou contra escalar um substituto", disse Wagner, à entrada da reunião do conselho político do partido.

Ceticismo

Descrente de que poderia ficar solto por muito tempo, Lula afirmou a advogados que o visitaram, ontem, que não deixaria a capital paranaense caso tivesse sido solto no domingo. "Para onde Lula iria correr? É uma pessoa conhecida, sabe de suas responsabilidades. Ele me disse claramente: 'Eu nem sairia de Curitiba, ficaria esperando o que decidiriam a meu respeito, porque sabia que isso não iria longe'", declarou o advogado do PT, Eugênio Aragão, após visitar Lula.



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