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Marcelo Crivella (PRB), chefe do Executivo da capital fluminense, foi flagrado oferecendo facilidades do município a seguidores da Igreja Universal. (Foto: ABR)

Câmara do Rio: Impeachment de Crivella avança.

Oposição consegue assinaturas para marcar sessão extraordinária para analisar pedido de afastamento de prefeito.

11/07/2018

Rio de Janeiro. Vereadores de oposição na Câmara Municipal do Rio de Janeiro conseguiram, ontem, as 17 assinaturas necessárias para convocar uma sessão extraordinária para discutir a abertura de processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (PRB). Agora, parlamentares deverão interromper o recesso para analisar a conduta do prefeito.

Caso seja aberto processo de impeachment, o trâmite deve ser concluído pela Câmara em 90 dias, contados a partir da notificação do acusado. Se o julgamento não ocorrer nesse período, o processo é arquivado. Caso os parlamentares aprovem o impedimento do prefeito, novas eleições devem ser convocadas dentro de 90 dias. É o que prevê a legislação.

Em reunião fechada no Palácio da Cidade, na semana passada, ele ofereceu a líderes religiosos ajuda para obter cirurgias de catarata e varizes, pelo SUS, para fiéis. Também acenou com a possibilidade de ajuda a pastores com problemas para obter a isenção legal de pagamento de IPTU para seus templos.

O pedido de suspensão do recesso foi assinado por um terço dos vereadores. As assinaturas foram colhidas pelo vereador Tarcísio Motta (PSOL).

Os vereadores querem que a reunião seja realizada amanhã. O documento com as assinaturas será apresentado ao presidente da Câmara, o vereador Jorge Felippe (MDB).

O vice-prefeito do Rio de Janeiro, Fernando MacDowell, morreu em maio deste ano.

Há três pedidos de impeachment tramitando na Casa, movidos pelo vereador Átila Nunes (PMDB), pela bancada do PSOL e pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Município do Rio de Janeiro (Sisep-Rio).

Improbidade

O procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, afirmou que o Ministério Público também pretende investigar as denúncias feitas por parlamentares de improbidade administrativa contra Crivella.

O procurador lembrou que já existem outros procedimentos em tramitação no MP-RJ. Eles questionam atitudes de Crivella em relação ao caráter laico (sem religião) do Estado.



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