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Além da participação na maior chacina do Estado, "Celinho" é suspeito de expulsar dezenas de famílias das suas casas, na comunidade "Babilônia". (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

No Dionísio Torres: Fundador e líder da GDE é preso em carro blindado.

"Celinho" é acusado de ordenar Chacina das Cajazeiras e de expulsar famílias da comunidade "Babilônia".

12/07/2018

Um dos principais fundadores e membro da atual liderança da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) foi preso. Ontem, policiais militares capturaram Auricélio Sousa Freitas, o 'Celinho', de 35 anos, por volta das 19h, na Avenida Desembargador Moreira, bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.

Conforme a reportagem apurou, 'Celinho' estava em um Corolla, cor preta, blindado. A prisão foi realizada por uma equipe do Comando Tático Motorizado (Cotam) companhia que pertence ao Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque).

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que, na ocasião, o homem apresentou um documento com a sua foto e nome falso, contudo a equipe sabia de quem realmente se tratava. 'Celinho' vinha sendo procurado desde o início deste ano, sob a suspeita de ser um dos mandantes da Chacina das Cajazeiras.

Após a captura, Auricélio Freitas foi encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro de Fátima. Até o fechamento desta edição, ele ainda estava sendo ouvido na Especializada.

Buscas

Em depoimento, há três meses, a mãe de 'Celinho' havia informado ao Poder Judiciário que não tinha notícias e nem sabia do paradeiro do filho desde o dia primeiro de janeiro deste ano. No último mês de maio, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou que investigação relacionada ao episódio das 'Cajazeiras' estava finalizada, mas as buscas seguiam aos acusados.

Além de Auricélio Sousa Freitas, o inquérito apontou que outros membros da facção ordenaram e organizaram o ataque ao Forró do Gago, são eles: Deijair de Sousa Silva, Noé de Paula Moreira, Misael de Paula Moreira e Zaqueu Oliveira da Silva.

Deijair foi preso no dia 19 de fevereiro deste ano; Noé já estava recluso no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO II); Zaqueu foi capturado no Conjunto Ceará, no último 24 de maio; e Misael Moreira acabou detido pela PM, no bairro Parangaba, há uma semana.


Auricélio Sousa Freitas, o "Celinho", de 35 anos, estava em um Corolla, cor preta, blindado, quando foi abordado por uma patrulha do Cotam. (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Ficha extensa

Associação criminosa, homicídio qualificado, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. A ficha criminal de Auricélio Sousa é longa e inclui crimes de grande repercussão no Ceará.

Além da participação na maior chacina do Estado, episódio que resultou em 14 mortes, ele é suspeito de expulsar dezenas de famílias das suas casas, na comunidade 'Babilônia'.

A Comunidade, até então, dominada por 'Celinho', teve sua rotina modificada devido à ameaçadas em nome da GDE. Nas paredes, pichações ordenavam a saída imediata de famílias sob ameaça de "toca fogo em tudo(sic)". Outra ação criminosa reivindicada pela Guardiões do Estado foi a série de ataques a ônibus e prédios públicos na Capital e Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), nos meses de março e abril de 2017.

Auricélio Sousa é cunhado de João Bosco da Rocha, o 'João Presinha', quem, conforme uma fonte ligada à Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), financiou os primeiros grandes ataques da GDE. Também de acordo com a fonte, 'João Presinha' se mudou para outro Estado do Brasil, já no primeiro semestre deste ano.

Com a viagem, 'Celinho' e filhos de João Bosco teriam assumido por completo o alto escalão da organização criminosa local. Apesar da informação concedida por um oficial, a defesa de 'João Presinha' assegura que ele "não faz e nunca fez parte de facção criminosa" não tem envolvimento com o grupo.

A Guardiões do Estado (GDE) foi criada em 2015, no bairro Conjunto Palmeiras, a partir da organização de integrantes de uma torcida de futebol organizada. O grupo ganhou força ao arregimentar jovens para o 'mundo do crime'. Desde então, o grupo vem demonstrando, com barbáries públicas, que age diferente das demais facções atuantes no Ceará.



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